Nesta sexta-feira (15/05), no Auditório do Bloco de Pós-Graduação do Instituto Multidisciplinar, ocorreu a primeira reunião do 2º Seminário de Balanço e Planejamento da Gestão 2025-2029. Neste primeiro encontro, as assessorias e os setores estratégicos da Reitoria apresentaram os resultados obtidos em 2025 e o planejamento setorial para 2026. O segundo encontro terá como foco os resultados e as perspectivas das pró-reitorias.

A ideia de realizar o Planejamento Estratégico anual da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) foi proposta pela Reitoria, em conjunto com a Coordenadoria de Desenvolvimento Institucional (Codin), ligada à Pró-Reitoria de Planejamento (Proplan), com o intuito de avaliar o alcance das metas propostas no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI 2023-2027) e dos objetivos desta gestão, expostos na carta compromisso da campanha eleitoral para a Gestão 2025-2029. O primeiro Seminário de Balanço e Planejamento da Gestão 2025-2029 ocorreu em abril de 2025.
“Essa é uma atividade que realizamos anualmente. Trata-se do desdobramento e da continuidade de um trabalho que se iniciou no ano passado, em que projetamos as principais metas de atuação e as prioridades para esse ano. Então esse ano foi o momento em que fizemos o balanço do que foi realizado ao longo de 2025 e projetamos ações para 2026. Foi um momento importante de compartilhamento de informações das ações que estão em andamento. Também deu para perceber um grau de integração muito grande dos setores vinculados à Administração Central, imbuídos do mesmo objetivo, que é enfrentar os desafios da UFRRJ neste momento, projetar a universidade para o futuro, buscando a inovação e a qualificação em nossas atividades de ensino, pesquisa e extensão”, afirmou o vice-reitor César Da Ros.
A coordenadora da Codin, professora Thais Alves Gallo Andrade, explica que a Coordenadoria tem o papel de auxiliar a gestão no planejamento estratégico da Universidade. Para isso, é necessário obter informações sobre a finalidade de cada unidade e sua contribuição para os pilares da instituição: ensino, pesquisa, pós-graduação, extensão e inovação. “As instituições funcionam como um conjunto de engrenagens bem ajustadas. Portanto, compreender as demandas, os resultados e os desafios, além de realizar um planejamento estruturado (planejar, verificar dificuldades, encontrar soluções, inovar e revisitar resultados) orientado para a melhoria do nosso propósito, faz com que essas engrenagens funcionem cada vez melhor. O objetivo é alcançar o que toda a comunidade universitária deseja: excelência no ensino, na pesquisa, na pós-graduação, na extensão, nas ações inovadoras e em um ambiente administrativo consolidado, orientador e eficiente”, explica Thais.
Apresentações do 1º dia de Seminário
Neste primeiro dia, apresentaram-se Paulo Chaves, atual assessor especial da Reitoria, que ocupava o cargo de prefeito universitário em 2025; Meiry Valentim, coordenadora da Coordenação da Política Institucional pela Diversidade, Gênero, Etnia/Raça e Inclusão (CPID); Mariana Pitanga e Daniele Araújo, à frente do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI/UFRRJ); Bruno Gonçalves de Souza, coordenador da Coordenação de Produção Integrada ao Ensino Pesquisa e Extensão (Copiepe); Fernanda Barbosa, coordenadora da Coordenadoria de Comunicação Social (CCS); Gabriela Rizo e Patricia Bastos, à frente da Coordenadoria de Educação a Distância (CEaD); Antonio Amorim, atual coordenador do Departamento de Agricultura, Gestão Ambiental e Sustentabilidade (Dagas), antiga CASTE; e Rogério da Silva Resende, atual coordenador da Divisão de Guarda e Vigilância, que passará a ser Departamento de Segurança Institucional (DSI), da recém-criada Pró-Reitoria de Infraestrutura e Segurança Institucional (Proinfra).

Primeiro a apresentar os resultados setoriais, Paulo Chaves destacou o que considerou mais relevante neste último ano para a Prefeitura Universitária. “De todas as ações, gostaria de destacar a política de captação de bens patrimoniais para renovação da frota, associado ao leilão de bens inservíveis da Universidade e de outros Órgãos por ocasião da retirada dos bens doados. Nesse contexto de escassez orçamentária, a geração de receita própria é o que permite a manutenção da infraestrutura da antiga Prefeitura Universitária, que com a reforma administrativa, passou a se chamar Departamento de Manutenção e Serviços. Em 2025, foram arrecadados pouco mais de R$ 430.000,00. Essa ação é fruto do esforço conjunto dos servidores Pablo Tinoco, na articulação com os Órgãos, e da Gabriela da Mata, na operacionalização do Leilão”, ressaltou.
Logo em seguida, Meiry Valentim, coordenadora da CPID, explicitou os resultados obtidos pela coordenadoria, e os desafios que tem pela frente. O ano de 2025 foi o primeiro em que a CPID passou a existir como Coordenação, e não mais como Comissão. Dentre os desafios encontrados, segundo a coordenadora, estavam a adequação do espaço físico e a ampliação do horário de atendimento. Dentre os destaques do que foi realizado, Meiry apontou a ampliação do acesso à CPID por parte de servidores técnicos e docentes e a realização de capacitações em parceria com a CODEP, voltadas à gestão superior e ao RU.
Mariana Pitanga e Daniele Araújo se apresentaram, em seguida, com o planejamento e os dados do NAI. “Apesar das restrições orçamentárias e de pessoal, em 2025, destaco o fortalecimento das ações do NAI voltadas à promoção da acessibilidade e da inclusão na UFRRJ, especialmente na ampliação do diálogo com os diferentes setores da universidade para a consolidação de práticas institucionais mais acessíveis e no acompanhamento das demandas de estudantes público da Educação Especial. Dentre as ações, ressalto a formação de servidores de acordo com as diferentes dimensões de acessibilidade previstas no Plano de Acessibilidade, que vêm contribuindo para ampliar a cultura inclusiva na universidade”, ressaltou Mariana. E completou: “para 2026, há um indicativo de melhoria no funcionamento do setor, com a implementação do processo seletivo simplificado para contratação de profissionais de apoio à acessibilidade e a adequação do sistema acadêmico para a disponibilização de informações pedagógicas de discentes com deficiência. Nosso objetivo é continuar fortalecendo a política de acessibilidade institucional, ampliar ações de formação e de conscientização para enfrentamento ao capacitismo, além de consolidar estratégias que promovam uma universidade cada vez mais inclusiva, acessível e comprometida com a participação de todas as pessoas”.
Encerrando as apresentações da manhã, Bruno Gonçalves de Souza apontou os destaques da Copiepe. O coordenador ressaltou que 100% do recurso orçamentário para o setor foi investido em matéria-prima para ração animal. Todo o investimento adicional, desde julho de 2025, foi realizado com recursos extraorçamentários, incluindo-se reformas de instalações, aquisição de combustíveis, aquisição de insumos agrícolas, manutenção de máquinas, veículos e equipamentos, aquisição de animais, de medicamentos e insumos veterinários. O objetivo de médio prazo é a desoneração do orçamento de custeio para abrir margem a investimentos de capital na Copiepe.
À tarde, a coordenadora da CCS Fernanda Barbosa expôs as metas alcançadas pela Comunicação, conforme determinado pelo PDI da UFRRJ, dentre elas, a aprovação da Política de Comunicação da Universidade. “Sem dúvida, o grande destaque de 2025 foi o marco regulatório da Comunicação em nossa instituição, com a aprovação, pelo Consu, da Política de Comunicação da UFRRJ. Com essa regulamentação, agora temos mais segurança para avançar e propor à comunidade acadêmica diretrizes de comunicação que vão trazer mais transparência e publicização dos atos administrativos”, destacou.
Em seguida, as professoras Gabriela Rizo e Patricia Bastos falaram sobre a Educação a Distância na UFRRJ. “Em 2025, o que mais impactou a CEaD foi a publicação do novo decreto sobre a EaD no Brasil (Decreto nº 12.456/2025). Devido ao decreto, tivemos que, tanto dentro da universidade quanto nos cursos de graduação dos quais fazemos parte no Cederj e outros, inclusive na UAB, pensar nessa nova estrutura que está sendo projetada para que as licenciaturas sejam semipresenciais. Do mesmo modo, a CAPES suspendeu os cursos aprovados em seu último edital e que teriam a oferta em 2026, uma vez que deveriam se readaptar.
Por outro lado, conseguimos ampliar nossas ações dentro da Universidade, ainda que a Capes tenha enfrentado restrições orçamentárias para implementar os cursos previstos. Conseguimos continuar realizando ações junto ao MEC e à Secadi com cursos de capacitação e de extensão, em níveis regional e nacional, fortalecendo o que é educação a distância na Rural e suas articulações com diversos órgãos. Ao longo de 2025, a UFRRJ manteve cursos em parceria com Cederj, UAB/Capes, Ministério da Justiça, Secadi/MEC e Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, através dos quais conseguimos desenvolver a EaD da Rural para fora de suas portas, muito embora pareça que, dentro da Rural, a educação a distância seja invisível. Este, na verdade, é um de nossos problemas. Temos ações e cursos, mas a comunidade não os conhece. O curso que traz maior visibilidade para nós é a Licenciatura em Educação Especial, porque é um curso que pertence totalmente à UFRRJ. As outras ações, apesar de serem muitas, são ‘invisíveis’ . Então, junto ao desafio de estar em compasso com as novas políticas nacionais, existe também o desafio de demonstrar o trabalho que feito por vários coordenadores e professores comprometidos com a construção de uma EaD de qualidade de nossa portas pra dentro”, analisou Gabriela Rizo, professora da UFRRJ e coordenadora da CEaD.

Antonio Amorim apresentou os resultados da Dagas (antiga Caste), que vem identificando a origem de alguns problemas recorrentes de quebra de maquinários e implementos agrícolas e elaborando um plano de capacitação para os operadores. Além disso, segundo Amorim, a Dagas vem contribuindo com a construção algumas propostas de projetos para a FINEP e FAPERJ para aquisição de máquinas e implementos. Para 2026, a perspectiva é de diversificação de produção vegetal agrícola, associada à pesquisa, ao ensino e à extensão.
Por fim, apresentaram-se Rogério da Silva Resende e Silvio Santos, respectivamente, atual e ex-coordenador da DGV, que fizeram um balanço da Guarda. “Os números apresentados demonstram que a DGV avançou de forma significativa em 2025, principalmente na redução dos crimes patrimoniais e no fortalecimento das ações preventivas dentro da universidade. A expressiva queda nos índices de furto e vandalismo reflete o comprometimento das equipes, a integração entre os setores e o trabalho preventivo desenvolvido diariamente. Mais do que números, os resultados mostram uma mudança de postura da segurança universitária, atuando cada vez mais de forma estratégica, próxima da comunidade acadêmica e integrada com instituições parceiras. Outro ponto extremamente positivo em 2025 foi o fortalecimento da união entre as equipes da DGV, CBTU e vigilância terceirizada, permitindo ações mais coordenadas, aumento da presença preventiva e melhoria na resposta às ocorrências dentro do câmpus. Seguimos atentos aos novos desafios, especialmente nas áreas de saúde mental, violência interpessoal e prevenção de incêndios, buscando evoluir continuamente para oferecer uma universidade cada vez mais segura para todos”, destacou Silvio, que deixa a liderança da DGV (atual DSI), para assumir a Pró-Reitoria de Infraestrutura e Segurança Institucional (Proinfra), como pró-reitor adjunto.
A próxima reunião, a ser realizada em junho, terá como foco os resultados das pró-reitorias.









Fotos e texto: Fernanda Barbosa, CCS/UFRRJ