Primeira visita técnica irá subsidiar estudos de modelagem econômico-institucional

A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) recebeu, nos dias 15, 16 e 17 de julho, representantes do consórcio de empresas contratado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para elaborar estudos detalhados de viabilidade econômica, engenharia, meio ambiente e modelagem jurídica voltados à valorização do patrimônio imobiliário da instituição.
O consórcio formado pelas empresas Vallya Holding Trust, Souto Correa Advogados, Jaime Lerner Arquitetos Associados, Modelar Engenharia e Avalicon apoia a execução dos trabalhos de modelagem econômico-institucional que irão viabilizar o uso inteligente, eficiente e sustentável de uma área de aproximadamente 1.139 hectares localizada no câmpus Seropédica e, também, a implantação do EcoTec UFRRJ – Parque EcoTecnológico da Baixada Fluminense, que ocupará uma área aproximada de 88 hectares.
A visita técnica teve como principal objetivo proporcionar aos consultores uma compreensão mais aprofundada das características do câmpus Seropédica e das potencialidades das áreas estudadas. Os trabalhos de campo tiveram início no dia 15 de julho, com a realização de um levantamento topográfico conduzido pela Avalicon Engenharia, com apoio dos servidores Jorge Fernandes dos Santos, Marco Antonio Teixeira e Rogério da Silva Resende, do Departamento de Segurança Institucional (DSI) da Pró-Reitoria de Infraestrutura e Segurança Institucional (Proinfra/UFRRJ).



No dia 16 de julho, os representantes do BNDES e do consórcio foram recebidos no Gabinete da Reitoria pelo vice-reitor César Augusto Da Ros, que apresentou aspectos históricos e arquitetônicos do câmpus Seropédica, como o conjunto de edificações em estilo neocolonial, além de destacar a importância estratégica dos projetos de valorização imobiliária para a Rural.
“Uma das contrapartidas desse projeto é a estruturação do Parque EcoTecnológico na nossa Universidade e, também, a estruturação de projetos que poderão impactar o desenvolvimento do município de Seropédica e da região da Baixada Fluminense, a partir das concessões que serão realizadas após a conclusão desses estudos”, afirmou o vice-reitor César Da Ros.



Na ocasião, Leonardo Campos, gerente do Departamento de Soluções Imobiliárias e de Requalificação Urbana do BNDES e egresso da UFRRJ e do Colégio Técnico da Universidade Rural (CTUR), reafirmou o potencial dos projetos para o desenvolvimento regional. “Para o Banco, é estratégico apoiar essa região do Rio de Janeiro. Enxergamos um grande potencial no projeto, resultado de uma conjunção de fatores positivos que nos motivam a trabalhar nessa parceria. Com esta visita técnica, começamos efetivamente a nos debruçar sobre o território, buscando gerar o maior benefício possível para a comunidade universitária e para a população do entorno”, finalizou.
Em seguida, o pró-reitor de Infraestrutura e Segurança Institucional da UFRRJ, Marlucio Barbosa, acompanhou os consultores na visita aos principais pontos do câmpus Seropédica, entre eles a área prevista para implantação do Parque EcoTecnológico e a área objeto da modelagem imobiliária.






A equipe técnica do consórcio também dialogou com servidores de diferentes unidades das pró-reitorias administrativas, a fim de ampliar o conhecimento sobre aspectos administrativos, técnicos, jurídicos, ambientais e de infraestrutura relacionados ao patrimônio universitário. Para garantir a transparência e alinhamento aos objetivos acadêmico-científicos da Universidade, todas as etapas do projeto são conduzidas sob a coordenação conjunta das equipes da UFRRJ e do BNDES.
Por dentro da visita
O pró-reitor Marlucio Barbosa explica que a reunião de abertura realizada em 19 de junho, no BNDES, marcou o início efetivo do projeto de valorização do patrimônio imobiliário da UFRRJ. Leia aqui a cobertura da Coordenadoria de Comunicação Social (CCS/UFRRJ) sobre esta reunião. “Desde a origem, esse projeto possui uma premissa central: gerar benefícios concretos para a Universidade e para a população do entorno. Ele tem como contrapartida obrigatória a implantação da infraestrutura do EcoTec UFRRJ, um equipamento institucional concebido para conectar mais de um século de ciência produzida pela Rural às fronteiras da pesquisa tecnológica, à inovação e ao desenvolvimento do país”, destaca Marlucio.
O pró-reitor assinala que, na etapa seguinte, o consórcio encaminhou à Universidade o chamado Data Request, que consiste em uma solicitação organizada dos dados e documentos necessários para conhecer o patrimônio, avaliar possibilidades e construir um modelo de concessão consistente nos aspectos econômico, jurídico, técnico e ambiental. “A visita ao câmpus complementou essas informações com a leitura direta do território. Apresentamos não apenas a área estudada, mas também a sede da UFRRJ, as pesquisas desenvolvidas em Seropédica e nos demais câmpus, as instituições parceiras, os empreendimentos da região, as vocações já consolidadas e as potencialidades que ainda podem ser ativadas”, disse Marlucio.
Ao detalhar as áreas visitadas pelos consultores, o pró-reitor de Infraestrutura e Segurança Institucional relata que foram percorridas as principais rodovias do entorno para que os especialistas visualizassem, a partir do próprio território, a posição estratégica da UFRRJ em um dos grandes entroncamentos rodoviários da Baixada Fluminense. Ao mesmo tempo, Marlucio diz que foram destacadas as fragilidades locais, as necessidades de desenvolvimento regional e os benefícios socioambientais que deverão orientar a modelagem, inclusive quanto à mobilidade urbana.



“A combinação dos dados fornecidos com o conhecimento acumulado pela comunidade acadêmica sobre a região permitirá construir um modelo econômico que vá além da valorização patrimonial: preserve o domínio público e a afetação universitária das áreas, fortaleça o EcoTec UFRRJ e transforme o projeto em um vetor duradouro de desenvolvimento regional”, finalizou Marlucio Barbosa.
Com a conclusão do primeiro trabalho de campo, o consórcio de empresas dará continuidade aos levantamentos e às análises que subsidiarão a elaboração dos estudos de modelagem econômico-institucional previstos na parceria entre a UFRRJ e o BNDES. De acordo com a Administração Central, a previsão é de que a modelagem final esteja concluída até março de 2027.
Trabalho coletivo
Estiveram presentes na visita técnica, pelo consórcio responsável pelos estudos, Vagner Vinicius dos Santos, Galtiere Marques Paulo, Lucas de Lima Soares, Gabriela Silva de Oliveira e Patrick Jardim Aguilar, da Avalicon Engenharia; Paulo Yoshikatsu Kawahara, Guilherme de Toledo Rocha e Rodrigo Gioppo Fusculim, da Jaime Lerner Arquitetos Associados; Mauro Batista Gomes e Deberson de Castro Silva, da Modelar Engenharia; Stela Huhne Porto e Laís Ribeiro Avila, da Souto Advogados; Mauricio Taufic Guaiana e Alan da Mota Penteado Rafaini, da Vallya Advisors.
Também acompanharam a visita técnica, pelo BNDES, Leonardo Campos, Zenon Farias Braga Filho, Gustavo Souza de Azevedo e Gabriela Carvalho Nascimento.
Por parte da UFRRJ, participaram diretamente das atividades César Augusto Da Ros, Marlucio Barbosa, Silvio Cesar dos Santos, Vinicius Perrut, Ana Carolina do Carmo Barboza e Janaína Gomes de Andrade.
Saiba mais
Em janeiro de 2026, a UFRRJ e o BNDES formalizaram acordo de desenvolvimento econômico e acadêmico para a valorização de uma área do câmpus Seropédica de aproximadamente 1.139 hectares. O projeto busca estruturar parcerias com o setor privado por meio de modelos de concessão ou parcerias público-privadas (PPPs). Os terrenos continuarão pertencendo integralmente à Universidade e à União, ou seja, a iniciativa não envolve a venda ou alienação de patrimônio público. Esse modelo de concessão possibilitará à UFRRJ uma arrecadação regular de recursos financeiros próprios que poderão ser reinvestidos tanto no reparo e manutenção da infraestrutura de seus câmpus, quanto no suporte das atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Como principal contrapartida à Universidade, o futuro parceiro privado deverá implantar o EcoTec UFRRJ – Parque EcoTecnológico da Baixada Fluminense, em área total aproximada de 88 hectares. Voltada ao desenvolvimento científico, tecnológico e sustentável regional, a iniciativa foi concebida para integrar diferentes Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) já presentes na região, constituindo um ambiente efetivo de inovação e geração de conhecimento.
Para outras informações, acesse:
O retrospecto da construção dos projetos está disponível em:
08/01/2026 – Parceria com o BNDES impulsiona Parque EcoTecnológico e valorização das terras da UFRRJ
Fotos: Laura Berg, bolsista de Jornalismo da Coordenadoria de Comunicação Social (CCS/UFRRJ), Marco Antonio Teixeira e Marlucio Barbosa, da Proinfra/UFRRJ.
Texto: Michelle Carneiro, jornalista da CCS/UFRRJ, com colaboração de Marlucio Barbosa (Proinfra/UFRRJ).