Máquina Desbastadora de Cenoura leva tecnologia ao campo e atua em prol da saúde laboral dos trabalhadores.
A descoberta de novas técnicas que facilitam e aprimoram a execução de atividades do dia a dia guia o ímpeto humano desde o início dos tempos. Foi esse o impulso que também determinou o invento da Máquina Desembaçadora de Cenoura, equipamento criado pelo curso de Engenharia Agrícola da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e apresentado no Instituto de Tecnologia da universidade no dia 28 de maio, quinta-feira, quarto dia da Semana Rural. A máquina promete reduzir o esforço físico normalmente desempenhado pelos trabalhadores rurais.
Como o próprio nome sugere, o equipamento foi idealizado para a utilização no processo de desbaste, que consiste na remoção do excesso de mudas jovens da plantação, proporcionando mais espaço, luz e nutrientes para que as hortaliças cresçam saudáveis. Para isso, a máquina, composta por um cabo, duas rodas ligadas por eixo e pinças plásticas, opera através do uso manual do agricultor, responsável por conduzir o aparelho pela plantação de cenoura.
Durante a rotação das rodas, as pinças plásticas são acionadas, promovendo a poda das mudas em excesso. Dessa forma, um procedimento que normalmente demanda mais tempo e esforço físico, por ser realizado manualmente, é realizado de maneira mais fácil, rápida e eficiente.
A ferramenta começou a ser idealizada em 2014 e desde então veio passando por melhorias que resultaram na última versão, apresentada na Semana Rural 2026. Em março deste ano, a máquina foi oficialmente patenteada e reconhecida como um invento dos professores e estudantes do Instituto de Tecnologia da UFRRJ.
“Esse projeto é um produto de inovação, desenvolvido por alunos da Rural, visando atender pequenos agricultores, médios agricultores”, explica o idealizador do projeto, professor Marcus Oliveira, do Departamento de Engenharia do Instituto de Tecnologia. “Esse tipo de mão de obra está cada vez mais escasso, é um trabalho insalubre e a população rural está envelhecendo. Então, a principal vantagem da máquina é a ergonomia. Ela apresenta uma melhor capacidade de rendimento, ou seja, vai fazer o serviço mais rápido, mas acima de tudo o trabalhador vai trabalhar numa posição mais confortável”, completou.
Futuramente, a expectativa é de que a Máquina Desbastadora de Cenoura seja disponibilizada para comercialização por um preço acessível.
Texto e fotos: João Pedro de Moraes, estudante de jornalismo da UFRRJ
Edição: Karla Xavier, estagiária de Jornalismo da CCS/UFRRJ e Laura Berg, bolsista de Jornalismo da CCS/UFRRJ