O Conselho Universitário (Consu) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) aprovou, na terça-feira (30/06), a reestruturação da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes). Com a mudança, a Proaes se torna a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Assuntos Estudantis. A decisão foi aprovada por unanimidade na 433ª Reunião Ordinária do Consu.
O principal objetivo da reestruturação é ampliar o escopo da Pró-Reitoria, incorporando as políticas de ações afirmativas à sua estrutura. A Proaes passa a atuar de forma integrada na promoção da inclusão, da equidade e do acolhimento dos estudantes, acompanhando as demandas da comunidade universitária e as transformações na legislação voltada ao Ensino Superior.
Para Joyce Alves, pró-reitora da Proaes, as ações afirmativas desempenham um papel fundamental dentro da Universidade, uma vez que são essenciais para garantir o acesso e as condições para que o ensino, a pesquisa, a extensão e a permanência estudantil aconteçam. “As ações afirmativas precisam ter uma estrutura. Ao elevá-las ao patamar de Pró-Reitoria, ao lado dos assuntos estudantis, nós estamos afirmando essa importância. Além disso, possibilita ampliar as ações que já são desenvolvidas, agora com uma estrutura ainda melhor”, disse.
Ainda segundo a pró-reitora, o atendimento aos estudantes não sofrerá mudanças: “todos os setores vão continuar a atender normalmente os alunos. Com a reestruturação, nosso objetivo é que o atendimento ao estudante vulnerável seja ainda melhor e mais rápido”.
A proposta de reestruturação foi construída a partir de um processo de diálogo com diferentes segmentos da comunidade universitária, incluindo docentes, alunos, gestores, técnicos-administrativos e representantes de organizações estudantis. Ao longo dos meses, a Proaes promoveu reuniões, assembleias e audiências públicas para discutir a nova configuração da Pró-Reitoria.
Com a aprovação da mudança pelo Consu, a UFRRJ passa a integrar o grupo de universidades federais que possuem uma Pró-Reitoria voltada às ações afirmativas e à permanência estudantil. A expectativa é que a nova estrutura amplie as políticas de inclusão e contribua para a construção de um ambiente acadêmico diverso, seguro e equitativo.
Texto: Laura Berg, bolsista de Jornalismo da CCS/UFRRJ