Nesta segunda-feira (02/03), a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) deu a largada para o primeiro semestre do ano letivo de 2026. O câmpus de Seropédica movimentou-se para dar as boas-vindas aos novos calouros — carinhosamente conhecidos como “bixos” e “bixetes” — em uma Aula Inaugural que lotou o Auditório Gustavo Dutra e colocou em debate o tema “Violência de Gênero: desafios e possibilidades para o enfrentamento”. A aula foi ministrada pela professora Suellen Guariento, do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas.




Para garantir que os novos estudantes compreendam a estrutura de apoio e o funcionamento da instituição, o evento contou com uma mesa de abertura formada por representantes das Pró-Reitorias ligadas ao ensino, sendo eles a professora Miliane Moreira, pró-reitora de Graduação, e o adjunto da pasta, Claudio Melibeu, com o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, José Luis Luque, a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Joyce Alves, e o pró-reitor adjunto de Extensão, Marcos Pasche.
Durante a cerimônia, foi apresentada a função de cada setor, desde o apoio acadêmico até a assistência estudantil. A pró-reitora de Graduação, Miliane Moreira, responsável pela condução do evento e da mesa, mencionou a presença dos diretores de institutos e coordenadores de cursos presentes no evento, “eles são a cara do curso de vocês, responsáveis diretos pelas principais demandas dos cursos”.
Embora não estivesse presente fisicamente, o reitor Roberto Rodrigues fez questão de participar do acolhimento. Ele preparou um vídeo especial saudando os alunos que preenchiam o Auditório Gustavo Dutra, marcando oficialmente o início de suas trajetórias na Rural.



A pauta “Violência de Gênero” foi fruto de uma construção cuidadosa e atenta às urgências da sociedade, sendo indicada pela pró-reitora de Assuntos Estudantis, Joyce Alves, em conjunto com a assistente social da UFRRJ e coordenadora da CPID, Meiryellem Valentim. A abordagem do assunto na recepção dos calouros reflete o compromisso da universidade com o debate acadêmico e a formação crítica.
Durante a aula, a professora Suellen Guariento aprofundou o debate, abordando a violência de gênero como um fenômeno profundo e estrutural que transcende a letalidade do feminicídio. Segundo ela, essa violência se manifesta diariamente no “miúdo das relações sociais” — seja no transporte público, nos espaços religiosos, nas universidades ou dentro de casa. “A violência de gênero é uma expressão de um processo de desumanização de um outro”, afirmou Guariento.






A Coordenadoria de Comunicação circulou pelo câmpus Seropédica e encontrou os novos rostos que darão vida à universidade nos próximos anos. Ao conversar com os recém-chegados, foi possível captar a emoção, as expectativas e a alegria de finalmente sentar nos bancos universitários da UFRRJ.
Para Mariana Morais, moradora de Queimados e nova estudante de Farmácia, a aprovação veio após dois anos de dedicação aos estudos pós-ensino médio. “Apesar do receio dos meus pais para me mudar, eles me incentivaram e estão me dando apoio para fazer o curso”, afirmou Mariana.
Ainda no curso de Farmácia, a integração começou antes mesmo do primeiro dia de aula. Mirian Medeiros, de Paraíba do Sul, e Ana Clara Castro, de Três Rios, conheceram-se em um grupo criado pelos veteranos. A amizade deu tão certo que as duas vão dividir moradia neste início de graduação. “Nossos pais viraram amigos também e estamos bem animadas”, afirmou Ana Clara. “O câmpus é lindo, nossos veteranos são maravilhosos, estamos muito felizes por estar aqui”, relatou Mirian.
O alcance da UFRRJ atrai estudantes de diversas partes do Brasil. É o caso de Calisto Panseres, de 18 anos, calouro de Ciências Econômicas. Natural do Espírito Santo, ele viajou mais de 900 km para iniciar os estudos. “A minha família ficou muito feliz de primeira, só que ficou com um aperto no coração por vir para cá sozinho, nunca tinha saído de casa”, contou Calisto. Apesar da saudade, a empolgação com a nova fase é visível. Sobre suas expectativas, o estudante destacou o desejo de “aprender, fazer muitas amizades e construir uma trajetória acadêmica e profissional que me engrandeça enquanto pessoa”.
A receptividade citada por Calisto foi confirmada nos jardins do P1 (Pavilhão Central), onde a turma de veteranos de Ciências Econômicas se reuniu para integrar os novatos. A veterana Stefany Campos resumiu o espírito do dia “Foi um momento muito divertido e nós falamos sobre a Universidade”.
Imagem e texto: João Vitor Freitas, jornalista e bolsista de Comunicação da Prograd/CCS