Enchentes, deslizamentos de terra, poluição dos rios e do ar fazem parte da realidade de muitos territórios fluminenses. Atenta a esse cenário e à missão de formar e qualificar profissionais, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) abre as inscrições para o Curso de Especialização em Educação Ambiental para Educadores entre os dias 5 de janeiro a 1º de fevereiro de 2026 por meio do Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA).
Com 45 vagas, essa pós-graduação lato sensu oferecida na modalidade a distância visa capacitar educadores para sensibilizar e instrumentalizar seus alunos e as comunidades ao redor das escolas em relação às questões ambientais, potencializando os efeitos dessa formação no cotidiano escolar e na sociedade.
A oportunidade gratuita, feita por meio do Colégio Técnico da UFRRJ (CTUR) e da Escola de Extensão (EExt/Proext), é prioritariamente direcionada a profissionais da educação pública dos municípios de Seropédica, Itaguaí, Japeri, Paracambi, Queimados, além dos municípios de Campos dos Goytacazes, Nova Iguaçu e Três Rios, que são atendidos diretamente pela Universidade.
A coordenadora do curso, Adriana Maria Loureiro, explica que, ao priorizar os desafios ambientais do Brasil com ênfase na Baixada Fluminense, a especialização reafirma o compromisso da UFRRJ com a formação de profissionais conectados ao território em que atuam. “A região concentra problemas socioambientais históricos que exigem respostas contextualizadas, interdisciplinares e socialmente comprometidas. É nesse contexto que nossa especialização não apenas qualifica profissionais, mas também potencializa iniciativas locais e fortalece o papel da educação ambiental como instrumento de transformação social na Baixada Fluminense”, comentou.
A professora ainda ressalta que a oferta é coerente com a missão histórica da instituição. “Em um contexto marcado pelo agravamento das crises socioambientais, contribuir com a formação continuada de profissionais de educação para o debate sobre a relação entre sociedade, natureza, produção e território torna-se urgente. A Rural, por sua vocação acadêmica e social, ocupa um lugar privilegiado ao contribuir para a construção de alternativas sustentáveis no campo e na cidade”.
Com carga horária total de 360 horas, a formação é na modalidade a distância, com encontros presenciais obrigatórios previstos no cronograma de aulas. Os resultados do edital serão divulgados no site do CTUR de acordo com as datas estabelecidas no documento e o início do curso está previsto para o dia 21 de fevereiro.
“O curso foi organizado para atender professores e profissionais da educação que conciliam trabalho e formação continuada. As atividades, que combinam momentos síncronos e assíncronos, estão planejadas para ocorrer integralmente ao longo do ano de 2026, sem se estender para 2027, respeitando o tempo e a rotina dos cursistas […] Tudo isso reafirma nosso compromisso com a democratização do acesso à pós-graduação, sem abrir mão da qualidade acadêmica, do diálogo coletivo e do vínculo com os territórios”, enfatiza a coordenadora da especialização.
A estrutura curricular inclui as seguintes disciplinas: Ambientação Virtual; Metodologia; Interdisciplinaridade e Educação Ambiental; Panorama da Educação Ambiental no Brasil; Conceitos de Ecologia; Desafios Ambientais no Brasil, com ênfase na Baixada Fluminense; Naturezas, Culturas e Educação Ambiental; Saúde e Meio Ambiente; Física e o Meio Ambiente; Química e o Meio Ambiente; Agroecologia; Educação alimentar e sustentabilidade; Educação Ambiental em espaços não formais de ensino; Educação Ambiental na Perspectiva da Educação Especial e Inclusiva; Práticas Interdisciplinares em Educação Ambiental; além de orientação para desenvolvimento do projeto e escrita do relatório.
Através de uma formação interdisciplinar, crítica, prática e comprometida com a realidade dos territórios, o curso reafirma o compromisso da Universidade com o desenvolvimento sustentável, a justiça socioambiental e as políticas públicas, ampliando seu impacto social e seu papel transformador.
Texto: Lidiane Nóbrega, assistente de comunicação da Coordenadoria de Educação a Distância (CEaD/UFRRJ).