Neste 2025, a UFRRJ completa 115 anos de origem. As raízes de sua história se encontram na criação da Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária (Esamv), em 20 de outubro de 1910, a partir da assinatura de um decreto presidencial que também lançava as bases do ensino agropecuário no Brasil. Embora tenha surgido como uma instituição eminentemente agrária, a UFRRJ diversificou sua identidade ao longo de sua trajetória e hoje oferece cursos em todas as áreas do conhecimento, com presença em quatro municípios do estado do Rio de Janeiro – Seropédica, Nova Iguaçu, Três Rios e Campos dos Goytacazes .
Para comemorar e valorizar o legado de nossa Universidade, a Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) está publicando uma série de ‘posts’ (tanto no Portal quanto nas redes sociais institucionais), trazendo episódios e imagens que marcaram a história de mais de um século da UFRRJ. Uma trajetória repleta de desafios e transformações, que foram vividos em compasso com as mudanças na sociedade brasileira e no mundo.
Desse modo, o slogan da campanha – “Do passado ao futuro, uma universidade que se transforma” – expressa exatamente o caráter mutável da UFRRJ. Pois, antes de ser a “Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro” e ter sua sede em Seropédica, a semente que deu origem ao que conhecemos hoje já teve outros nomes e repousou em outros solos.
Da mesma forma, sua identidade se reconfigurou profundamente – e continua nesse processo a cada dia. Nascida de um berço ligado às elites agrárias e patriarcais da Primeira República, a Universidade Rural de hoje respira democracia e diversidade, sendo referência científica e cultural da Baixada Fluminense, Três Rios e Campos dos Goytacazes.
Iniciamos, assim, a celebração dos 115 anos de muitas histórias, com publicações até o dia 20 de outubro, aniversário de nossa querida Rural.
Para este primeiro episódio, abordamos o recorte cronológico que vai de 1910 a 1948 – período em que a UFRRJ que conhecemos hoje ainda não existia, mas apenas o seu “embrião”. Nessas primeiras décadas, a instituição teve diferentes nomes e sedes até 1948, quando ocuparia o espaço que hoje abriga o câmpus Seropédica.
Antes de se chamar Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e de ocupar a atual sede à beira da Rodovia BR-465, a instituição passou por muitas metamorfoses e peregrinações em suas primeiras décadas de existência.
A Rural nasceu, no papel, como Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária (Esamv) e era ligada ao então Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio (Maic). O decreto de criação data de 20 de outubro de 1910, mas a efetiva instalação da Escola só ocorreria em 1913, no antigo palácio do Duque de Saxe, localizado no bairro do Maracanã, Rio de Janeiro. Foi a primeira sede daquele “embrião” da atual UFRRJ. Contudo, a Esamv foi fechada pouco tempo depois, em 1915.
Em 1916 a Esamv ressurge com sede na cidade de Pinheiro – hoje Pinheiral – no interior do estado do Rio de Janeiro. Em 1918, mais uma mudança: a instituição foi transferida para a Alameda São Boaventura, em Niterói. Depois de quase dez anos, foi para o outro lado da Baía de Guanabara: em 1927, a Esamv passa a ocupar um edifício do Ministério da Agricultura, no bairro da Urca.
A reconfiguração do Estado brasileiro a partir do Golpe de 1930 também vai mexer com a história da Esamv. Em 1934, com Getúlio Vargas à frente do chamado “Governo Provisório”, ocorre a divisão da instituição em três: Escola Nacional de Agronomia (ENA), Escola Nacional de Veterinária (ENV) e Escola Nacional de Química.
Somente em 1938, já sob a ditadura do Estado Novo, que Seropédica entraria na vida da Rural – e vice-versa. Naquele ano, foi escolhido o local para a nova sede: o Km 47 da antiga Estrada Rio-São Paulo, área que então pertencia ao município de Itaguaí (Seropédica era um distrito).
Passaram-se ainda mais dez anos para sua inauguração, em 1947, com a transferência definitiva concluída no ano seguinte.
Mas aí já é outra história…
Aguarde os próximos posts da série sobre os 115 anos da UFRRJ.
Acompanhe a série aqui no Portal e nas redes sociais institucionais:
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Texto: João Henrique Oliveira (CCS/UFRRJ)
Arte: Samuel Tavares Coelho (CCS/UFRRJ)
Fotografias: Centro de Memória da UFRRJ, exceto as fotos do Palácio do Duque de Saxe (Fonte: Revista do IHGB) e do Ministério da Agricultura (Fonte: Brasiliana Fotográfica)
A CCS/UFRRJ agradece o apoio do Centro de Memória da UFRRJ