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Semana de Integração do IM/UFRRJ teve Mostra Cultural, posse da nova direção do instituto, debate sobre Inteligência Artificial e mesa-redonda sobre taxação tributária dos ricos

Institucional | 27/08/2025 - 11:27

Foi bastante agitada a Semana de Integração do Instituto Multidisciplinar da UFRRJ. O evento inaugurou o segundo semestre letivo de 2025 e serviu para dar boas-vindas aos novos estudantes do IM, os chamados “calouros”, que participaram com entusiasmo das várias atividades desenvolvidas entre os dias 11 e 15 de agosto, no câmpus Nova Iguaçu da universidade.

No primeiro dia da Semana de Integração (dia 11), a Escola Popular de Artes (EPA) marcou presença numa Mostra Cultural de fotografias, pinturas e desenhos (foto), produzidos pelos próprios alunos. De acordo com o professor Bruno Borja, coordenador da EPA e vinculado ao Deptº de Ciências Econômicas do IM, a iniciativa constitui um projeto de extensão que já tem 6 anos de duração (12 períodos letivos, desde o segundo semestre de 2019) oferecendo oficinas de arte e cultura internamente e também para fora da universidade, além da formação como arte-educadores. Segundo ele, há cursos de histórias em quadrinhos, violão, sonorização de discotecário (oficina de DJ’s), fotografia, pintura, teatro, poesia, ilustração, voz e violão, com mais de dez oficinas a cada semestre letivo. O professor Bruno – que coordena o projeto extensionista desde o primeiro semestre de 2022 – contou que são os próprios estudantes que promovem as oficinas e muitos deles conheceram a Universidade Rural a partir do contato com a Escola Popular de Artes, tornando-se posteriormente alunos da instituição.

Ele explicou que a escola é um projeto institucional da Pró-Reitoria de Extensão da UFRRJ, ligado ao Departamento de Arte e Cultura (DAC/UFRRJ), cuja chefia é da servidora Camila Eller. O coordenador da EPA saudou a chegada do novo Diretor do IM, professor Márcio Borges, e fez um apelo para que a iniciativa seja preservada, não perdendo a dimensão pulsante que a Cultura e a Arte carregam em seu bojo, aumentando dessa forma os espaços de sociabilidade e integração dos estudantes no câmpus Nova Iguaçu da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

 Mostra de pinturas e desenhos da EPA
Mostra de pinturas e desenhos da EPA

No segundo dia da Semana de Integração (12/08), o IM sediou uma importante reunião com os diretores das escolas estaduais da Região Metropolitana I, vinculada à Secretaria Estadual de Educação/RJ. Uma das participantes foi a professora Maria Ivone Barbosa (foto), Pró-Reitora de Extensão da Universidade Rural. Ela classificou o encontro como bastante “proveitoso”, uma vez que o objetivo foi de aproximar a UFRRJ das escolas estaduais de Ensino Médio. Ela contou que os diretores e diretoras das diversas escolas presentes tiveram a oportunidade de colocar suas percepções, expectativas e anseios de que essa aproximação com a Universidade Rural realmente se estabeleça no cotidiano do processo educacional. A Pró-Reitora de Extensão elogiou o que chamou de “troca de saberes” que se configurou nesta reunião e que a tendência agora é que haja um avanço nessa parceria. Como exemplo dessa interatividade, a professora Maria Ivone destacou que a Pró-Reitoria de Extensão vai fechar um acordo de cooperação técnica com a SEEDUC/RJ, no sentido da viabilização da parceria Universidade-Escola, e onde diretores e diretoras vão apresentar suas demandas para que a Rural desenvolva atividades de extensão dentro das escolas. Além disso, ela revelou que haverá também ações extensionistas com as escolas estaduais dentro do câmpus da universidade, chamando a atenção para a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que em 2025 acontecerá entre os dias 21 e 24 de outubro, e cuja abertura vai se dar no Instituto Multidisciplinar da UFRRJ. A Pró-Reitora de Extensão informou que o número de escolas estaduais da Região Metropolitana I chega a mais de 150, englobando os municípios de Nova Iguaçu, Queimados e Japeri. E enfatizou que a UFRRJ espera que tal iniciativa contribua para o desenvolvimento regional da Baixada Fluminense.

A Pró-Reitora de Extensão, Maria Ivone Barbosa, o Pró-Reitor Adjunto de Extensão, Marcos Pasche, e o Diretor do IM/UFRRJ, Márcio Borges
A Pró-Reitora de Extensão, Maria Ivone Barbosa, o Pró-Reitor Adjunto de Extensão, Marcos Pasche, e o Diretor do IM/UFRRJ, Márcio Borges

A segunda atividade ocorrida no dia 12 de agosto foi a palestra do professor Marcelo Zamith (foto), do Departamento de Ciências da Computação (DCC/IM/UFRRJ). Ele discorreu sobre o tema: “Inteligências artificiais generativas: inimigas ou aliadas ?” .

Um tema atual, mas preocupante

Sendo um campo enorme da Ciência da Computação, o professor Zamith afirmou que a Inteligência Artificial (IA) constitui apenas um pequeno grão de um amplo universo, onde tal ferramenta possui diversas características, entre elas a IA Generativa, aquela capaz de produzir conteúdo. Ela foi desenvolvida ao longo de muitos anos (a partir dos anos 50), através de estudos de pesquisadores do mundo inteiro, com o intuito de se criar uma máquina capaz de auxiliar o ser humano em diversas tarefas. O professor contou que, por volta de 2008/2009, deu-se início à transformação das placas de vídeo, que eram usadas apenas para jogos de videogame. Desde então, a academia passou a desenvolver estudos de aperfeiçoamento dessas placas, voltada para outras finalidades, distintas dos jogos eletrônicos. Foi então que surgiram as primeiras experiências de uso da IA, tal e qual hoje em dia são popularmente conhecidas.

O professor Zamith citou alguns exemplos atuais de uso da Inteligência Artificial: quando você marca um amigo na rede social do Facebook, automaticamente está alimentando uma IA para reconhecimento facial. Quando a pessoa ativa o GPS em um automóvel, está também lançando mão de uma IA.

Para o bem ou para o mal

De acordo com o professor do DCC/IM – assim como a IA – toda a tecnologia pode ser usada tanto para o bem como para o mal. Foi assim com o telefone celular, que segundo ele hoje em dia está emburrecendo a sociedade, a energia nuclear, usada para desenvolver a bomba atômica, e assim por diante. Na opinião do professor Zamith, o uso da IA na atualidade é preocupante, pois a ferramenta não vai esperar que os povos debatam se a mesma é benéfica ou maléfica para a sociedade. E com isso, ela chega atropelando nossas vidas, com a grande maioria das pessoas fazendo uso dela sem um entendimento correto e ético, sem medir as consequências disso. Ele enumerou algumas delas: a excessiva dependência da tecnologia, o pensamento majoritário sendo conduzido e manipulado para uma espécie de “senso comum”, com a capacidade crítica dos usuários sendo progressivamente eliminada, além de dificuldades na fala e na escrita. Por fim, o professor ressaltou que a ameaça existe e comparou o advento da IA como sendo uma arma de fogo: ela só vai matar se alguém apertar o gatilho. Ou seja, para ser eficiente e benéfica, a IA precisa ser manipulada com ética pela inteligência natural das pessoas, e não a IA conduzindo as pessoas para onde bem entender, pois é necessário que não se perca de vista que toda e qualquer tecnologia é apenas uma extensão de nossa capacidade criativa, e não uma ferramenta de emburrecimento social. O dilema está lançado: “quem controla o quê e para quê ?

Professor Marcelo Zamith, do DCC/IM
   Professor Marcelo Zamith, do DCC/IM

Aula Magna

Com a presença do Reitor da UFRRJ, professor Roberto Rodrigues, a Aula Magna (foto) de recepção dos novos alunos da instituição também contou com as presenças da Pró-Reitora de Assuntos Estudantis, professora Joyce Alves, da Pró-Reitora de Extensão, professora Maria Ivone Barbosa, da Pró-Reitora de Graduação, professora Miliane Moreira, do Diretor do IM, professor Márcio Borges, da Diretora do Câmpus, Ana Carolina Barboza, e do representante do DCE da UFRRJ, o estudante Eduardo Albino.

Em seu pronunciamento de saudação aos “calouros” da Universidade Rural, o Reitor fez questão de ressaltar o simbolismo da instituição que administra, caracterizada pelo ensino público, gratuito, inclusivo, de excelência e socialmente referenciado. Ele lembrou que as universidades públicas têm uma grandiosa e intrínseca tarefa, qual seja a de pensar e planejar o desenvolvimento do país. O professor Roberto Rodrigues lembrou que tais circunstâncias se dão numa conjuntura de ataque à soberania nacional e que estar estudando numa universidade pública é também aprender a defendê-la, como uma atitude de afirmação de nossa soberania e independência. Em seguida, todos os demais presentes fizeram saudações receptivas aos novos estudantes, desejando-lhes pleno êxito na busca de suas formações profissionais.

O Reitor da UFRRJ e presidente do FRIPERJ ressaltou em seu discurso final que, na sua percepção a inovação tecnológica – como a Inteligência Artificial – é sempre muito bom para o desenvolvimento e progresso da Humanidade, mas isso dependerá sempre da forma como trabalhamos essas tecnologias. Ele lembrou que elas prolongaram e melhoraram a qualidade de vida do ser humano, promovendo um avanço significativo na direção do bem-estar da Civilização Humana. O professor Roberto exemplificou com o surgimento dos veículos, que encurtaram distâncias e economizaram tempo nos deslocamentos. Outro exemplo citado por ele foi na questão da elaboração do pensamento científico, com teorias sendo desenvolvidas com a ajuda da IA. O ponto central é: como utilizá-la e para quê a utilizamos. O mandatário da UFRRJ garantiu que a maioria das pessoas já tem a necessária maturidade para discutir os benefícios dessa ferramenta, com a consciência de usá-la nos marcos de uma ética civilizatória que vise o bem-comum. E acrescentou o papel fundamental e inclusivo da universidade pública nessa reflexão sobre a IA, na perspectiva da consolidação da Democracia como valor universal e na afirmação da soberania nacional e de respeito à autodeterminação dos povos.

Mesa da Aula Magna do IM/UFRRJ
Mesa da Aula Magna do IM/UFRRJ

Inteligência Artificial no ambiente universitário

Na sequência da Semana de Integração do IM/UFRRJ, chegamos ao dia 13/08. A professora Juliana Zamith, do DCC/IM, ministrou uma oficina sobre o uso da IA no ambiente universitário, que ocorreu no Laboratório da Computação do bloco Informática do Instituto Multidisciplinar. Ela enxerga a IA como uma oportunidade, uma ferramenta que, se bem usada, ajuda o ser humano a chegar onde quer. Em suma, uma ferramenta computacional traduz-se como proposta para a melhoria da própria Humanidade. Em sua fala, a professora Juliana focou nas IA’s generativas, que geram conhecimento a partir de um conhecimento anterior. Ela considerou positiva a aparição dessa ferramenta, que caiu muito no gosto popular por estar mais próxima do ser humano. Nesse tipo de IA (generativa), tudo fica mais facilitado pelo fato da pessoa falar em português com a máquina, sem ser necessária a posse do conhecimento ou domínio anterior de alguma técnica. Com isso – na opinião da professora do DCC/IM – nunca foi tão democrática a interação das pessoas com o computador quanto agora, a partir do surgimento da IA generativa. Ela considerou a ferramenta como um “braço” do ser humano, em função da ajuda que presta na leitura e resumo de artigos, por exemplo. Em contrapartida, acentuou que a IA retira o senso crítico das pessoas que a utilizam, uma vez que elas desaprendem a exercitar o pensamento, o qual já vem pronto e acabado, sem que se realize nenhum esforço mental por parte do usuário da ferramenta para sua estruturação. A professora Juliana Zamith também defendeu a regulamentação das IA’s, que estabeleçam limites e parâmetros relativamente a seu uso.

No período noturno do dia 13/8, houve no auditório do IM uma mesa-redonda (foto) com o tema “Educação Financeira”. A mediação foi conduzida pela professora Michelle Bronstein, do DAT/IM – Departamento de Administração e Turismo do Instituto Multidisciplinar. Os demais participantes foram os professores Benaia Sobreira, do DTL/IM e Eduardo Fortes, do DAT/IM. O ex-deputado estadual do PSB e economista Nílton Salomão também esteve presente, onde aproveitou para lançar seu mais recente livro, intitulado “Educação Financeira”, onde ensina os primeiros passos a quem deseja aventurar-se no mercado de capitais e de aplicações em investimentos.

Mesa da Aula Magna do IM/UFRRJ
Mesa da Aula Magna do IM/UFRRJ

Dia 14/8 – Cerimônia de posse dos novos diretores do IM/UFRRJ

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E no fechamento da Semana de Integração, o Instituto Multidisciplinar recebeu no dia 15/8 a visita de duas mulheres parlamentares: a deputada estadual Marina do MST (PT) e a deputada federal Talíria Petroni (PSOL). Elas participaram da mesa-redonda “O futuro do Brasil em jogo: enfrentar os super-ricos e melhorar a vida de todos”. A mediação foi conduzida pela professora Clarice Vieira, do Deptº de História e Economia do instituto (DHE/IM).

Em seu pronunciamento, a deputada Marina do MST constatou um descenso na organização e ativismo dos movimentos sociais no Brasil. Segundo ela, isso ocorre em função de um processo de esvaziamento dos sindicatos, associações de moradores e um refluxo nas organizações populares e de trabalhadores no país. Ela explicou que a falta de unidade nas lutas sociais provocou esse fenômeno, que favoreceu na outra ponta a ascensão dos movimentos reacionários e conservadores, que sufragaram nas urnas o bolsonarismo, em 2018. Ela defendeu a construção de um projeto de Nação a ser construído na perspectiva e como resultado da unidade das lutas sociais do povo brasileiro, qual seja em defesa do emprego, dos direitos previdenciários, da redução da jornada de trabalho, por uma saúde e educação públicas, gratuitas e de excelência no atendimento, pela preservação do meio ambiente e, principalmente, em defesa da soberania nacional e pela autodeterminação do nosso povo. A deputada Marina também pregou a redução imediata das taxas de juros, para que o país possa investir mais em infraestrutura, saúde e educação e produção de alimentos saudáveis a partir da agroecologia. E sendo assim, a deputada estadual do PT/RJ defendeu a taxação dos super-ricos como alternativa para que o Estado brasileiro possa ter condições de alavancar o desenvolvimento nacional e melhorar a vida dos pobres e excluídos, além da preservação da Natureza. Neste sentido, ela lembrou também acerca da importância da campanha pelo Plebiscito Popular, cuja pauta é a defesa do fim da jornada 6×1 no trabalho e a taxação tributária dos milionários.

Em seguida, a deputada federal Talíria Petroni, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), tomou a palavra e fez uma saudação inicial ao público presente no auditório do Instituto Multidisciplinar. Ela contou da alegria de estar presente numa universidade pública inserida numa das regiões mais carentes do estado do RJ: a Baixada Fluminense. Segundo ela, por aqui o orçamento só chega “depois”, bem como também a visibilidade sobre a violência e a exclusão social. A parlamentar do PSOL ressaltou a importância cultural e econômica desse território, que sofre o estigma de ser uma das regiões mais excluídas e esquecidas pelos governos, onde as políticas públicas tardam a chegar, contribuindo para aumentar o abandono e a vulnerabilidade social local. Talíria aproveitou para dizer que seu mandato, a exemplo do mandato da parlamentar petista, também está presente na luta pela democratização do acesso à terra, fato que revela o nível crescente de desigualdade social no país, e onde a alta concentração de poder e dinheiro nas mãos de poucas pessoas é geradora de fome e miséria entre a classe trabalhadora.

Segundo ela, é preciso entender que tal concentração de renda nas mãos de poucos vem sendo implementada desde há alguns anos, quando o modelo neoliberal excludente passou a ditar as regras da nossa economia. A concepção do Estado Mínimo transferiu diversas empresas estatais para a iniciativa privada, num processo denominado como “privatização”, além das contrarreformas sendo feitas na Previdência Social, gerando uma espécie de desmonte dos órgãos estatais, cujo viés passou a ser o “lucro” e deixando de cumprir seu papel fundamental, qual seja o atender às demandas sociais nas áreas de Educação, Saúde, Transporte, Habitação.

A deputada assinalou que temos um país lindo, com muita terra produtiva, muita água e muitas florestas, responsáveis pelo equilíbrio da biodiversidade ecossistêmica global. Mas, em contrapartida, temos um país profundamente desigual, onde os direitos mais básicos para uma vida digna são negados a uma grande maioria de pessoas pobres, excluídas dos benefícios gerados pelo trabalho de todos. E isso se verifica – segundo ela – em regiões como a Baixada Fluminense, apartada social e economicamente, sem cidadania política, uma vez que nossa frágil Democracia vem sendo alvo de constantes ataques, inviabilizando a promoção do conceito da Justiça Social para o conjunto da sociedade brasileira.

É por conta desse contexto macabro de exclusão social que Talíria defende como inadiável a aprovação – pelo Congresso Nacional – da reforma tributária, instrumento que obrigará os mais ricos desse país a pagarem impostos e contribuindo para que o Estado brasileiro tenha melhores condições de atender as necessidades dos trabalhadores e do povo pobre.

Para a representante do PSOL, nesse país, que teve quase 400 anos de escravidão, a lógica da violência e da exclusão das classes populares continua a gerar desigualdade entre a esmagadora maioria dos brasileiros. E isso só começará a ser corrigido quando os bilionários começarem a ajudar a pagar a conta da crise brasileira, pagando os tributos que financiarão o desenvolvimento socioeconômico do Brasil.

Deputadas Marina do MST e Talíria Petroni, em debate mediado pela professora Clarice Vieira
Deputadas Marina do MST e Talíria Petroni, em debate mediado pela professora Clarice Vieira

Por Ricardo Portugal – Assessoria de Comunicação do IM/UFRRJ.

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