Quarto dia da 12ª Reunião Anual de Iniciação Científica reúne pesquisas que vão da virologia aos impactos climáticos, passando por sustentabilidade, ensino e arte

A 12ª Reunião Anual de Iniciação Científica (RAIC) chegou ao seu quarto dia, na quinta-feira, 13/11, reafirmando a potência multidisciplinar da UFRRJ e evidenciando o alcance transformador da pesquisa universitária. Entre metodologias, narrativas científicas e olhares criativos, estudantes de diferentes cursos apresentaram projetos que dialogam diretamente com desafios ambientais, sociais, tecnológicos e culturais do país.
Abrindo a programação, Marco Antônio, de Ciências Biológicas, apresentou o estudo “Análises moleculares dos endoparasitas de Mugil liza Valenciennes, 1836 da Lagoa Rodrigo de Freitas, RJ, Brasil”, que destaca a presença significativa de Ascocotyle (Phagicola) longa e reforçando a importância do monitoramento parasitológico em ecossistemas costeiros.
Da Engenharia de Alimentos, Laiz dos Santos analisou o papel estratégico da unidade maricaense com o trabalho “Unidade Beneficiadora de Alimentos: ações estratégicas de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) em Maricá–RJ”, demonstrando como a iniciativa fortalece agricultores locais e atua no enfrentamento da insegurança alimentar.
A estudante de Farmácia, Débora Moura Peixoto, apresentou o estudo “Avaliação do Potencial Genotóxico do Extrato Aquoso de Pereskia grandifolia Haw”, cujos resultados confirmam o potencial genotóxico da espécie e ampliam o debate sobre o uso indiscriminado de plantas medicinais.
Em seguida, Manuelly da Silva Pereira, de Zootecnia, compartilhou a pesquisa “Cálculo do índice de calor para a UFRRJ entre os anos 2001 à 2024”. O estudo aponta aumento de dias classificados como “cuidado extremo”, especialmente na primavera e no verão, evidenciando impactos das mudanças climáticas nos ambientes rurais e urbanos.
Um dos destaques do dia foi o trabalho do estudante de Belas Artes, Carlos Daniel da Cunha, que apresentou o projeto “Vírus à vista: A capacidade contagiante dos quadrinhos”. Produzindo um documentário científico em formato de HQ, ele relatou como arte e ciência se encontram no processo criativo. “Minha orientadora queria aproximar a virologia da linguagem visual, e eu já trazia a bagagem dos quadrinhos e o interesse pela ciência. As coisas simplesmente se alinharam”, explicou.
Da Física, Alvaro Sena apresentou o estudo “Da Teoria à Prática: Propondo Sequências Didáticas com Experimentos e Metodologias Ativas para o Ensino de Física”, que defende maior adoção de práticas pedagógicas inovadoras e destacando a baixa presença das metodologias ativas nas publicações da área.
A estudante Thalita Fernandes apresentou o trabalho “Risco de Eventos Extremos para Cenários de Mudanças Climáticas no Brasil”, que revela aumento significativo em índices como RX1day e RX5day, indicando maior risco de enchentes e reforçando a necessidade de planejamento urbano e gestão hídrica mais resiliente.
Encerrando o ciclo, Maíza Souto, de Zootecnia, trouxe o estudo “O Cavalo como Facilitador do Autodesenvolvimento Humano”, vinculado ao projeto EQUIlibrium Rural. A pesquisa demonstra os impactos positivos da interação humano-equino na regulação emocional e no desenvolvimento pessoal dos praticantes.










Texto: Nicholas Martins, estudante de Jornalismo.
Revisão e fotos: Theo Rafael, estudante de Jornalismo.
Orientação: Sandra Garcia, professora do Departamento de Letras e Comunicação.
Publicação: Jonathan Monteiro, jornalista e bolsista de Jornalismo da PROPPG/CCS.