A professora Stefhanny Lobo e Silva, do curso de Licenciatura em Educação Especial e do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Humanidades Digitais (PPGIHD) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), participou do
programa Globo Comunidade, exibido no último domingo (29). O autismo foi um dos destaques da edição, em razão do Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Espectro Autista (TEA), celebrado em 2 de abril.

Instituída pela Organização das Nações Unidas, a data busca ampliar o conhecimento sobre o tema, estimular o diálogo e promover o respeito à diversidade. Durante o programa, Stefhanny destacou que o autismo não é uma doença, o que é fundamental para combater estigmas e preconceitos e reforçar o direito de todos à educação e à participação na sociedade.
Segundo a docente, o autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento que se manifesta de formas variadas. De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), atualizado em 2022, caracteriza-se por déficits na comunicação e na interação social, além de padrões restritivos e repetitivos de interesses e atividades. O transtorno também é classificado em níveis de suporte, que auxiliam na avaliação das necessidades de apoio e no planejamento de intervenções
em diferentes áreas, como saúde e educação.
Stefhanny ressaltou ainda a importância de valorizar as potencialidades dos estudantes com autismo e a relevância da formação docente nesse processo. Ela enfatizou que é preciso enxergar cada estudante como uma pessoa, para além do diagnóstico, reconhecendo suas singularidades. Pontuou que, embora existam desafios no processo de escolarização de estudantes com autismo, os professores podem favorecer sua aprendizagem e participação por meio de metodologias e práticas pedagógicas inclusivas.

A docente explicou ainda que, no curso de Licenciatura em Educação Especial, os licenciandos, discutem temas relacionados à inclusão, ao planejamento pedagógico, à acessibilidade curricular, ao atendimento educacional especializado, a práticas baseadas em evidências, entre outros, além de refletirem sobre formas de promover a aprendizagem e a participação de todos os estudantes, sem distinção.
Falar sobre o autismo em um programa de televisão contribui para sensibilizar a sociedade e evidencia o compromisso da UFRRJ com a educação inclusiva. A divulgação do trabalho da universidade amplia o debate sobre o TEA, fortalece o conhecimento científico e reforça a importância de uma formação acadêmica sólida, pautada em princípios éticos.
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