O economista e professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) Cícero Pimenteira foi entrevistado pelo Portal iG a respeito da questão do chamado “calote climático”. A expressão se refere à promessa não cumprida de países ricos de fornecer apoio financeiro a nações em desenvolvimento para ajudar no combate às mudanças climáticas.
O debate condiz com os temas de financiamento climático e justiça climática, principais tópicos a serem abordados na COP30, que será sediada em Belém/PA, de 10 a 21 de novembro de 2025. A Conferência das Partes da Convenção da ONU sobre Mudança do Clima (COP) é o principal fórum internacional para negociação climática, no qual os países revisam e reforçam seus compromissos de redução de emissões.

Perguntado sobre países ricos que não cumpriram suas promessas anuais para o clima, o professor Cícero explicou que isso se dá ao momento de instabilidade geopolítica no planeta. “Então, o fato de uns dos maiores poluidores estarem envolvidos em questões geopolíticas graves faz com que os demais investidores achem que esse é um investimento de alto risco, porque eles veem que terão perdas financeiras”, respondeu o economista.
O professor também destacou a fragilidade dos acordos climáticos, afirmando que são “apenas papéis”, e alertou que essa falha nos aproxima de um “ponto de não retorno” ambiental. “O acordo climático é o mais fácil de ser rompido do ponto de vista geopolítico, justamente pelo fato de as pessoas ainda terem uma cultura de duvidar que as mudanças climáticas estão acontecendo”, pontua Pimenteira.
Leia a entrevista na íntegra em https://ultimosegundo.ig.com.br/meioambiente/2025-10-24/cop30-e-o-calote-climatico-dos-paises-ricos–quem-paga-a-conta-.html