Ação foi ministrada em Libras e orienta colaboradores dos museus e acervos sobre a recepção de pessoas com deficiência

No mês em que se comemoram importantes datas para a inclusão de pessoas com deficiência (PcD), como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo e o Dia Nacional da Libras, o Núcleo de Articulação de Acervos e Coleções (NAAC) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) promoveu uma oficina de acessibilidade que irá preparar estagiários, bolsistas e curadores dos museus do Núcleo para recepcionar PcD de maneira adequada às suas necessidades.
O primeiro encontro aconteceu no dia 16 de abril, no Departamento de Parasitologia Animal da UFRRJ, e foi ministrado em Libras pela discente de Engenharia Florestal Josiane Andrade da Silva, e pela discente de Química Patrícia Silva de Oliveira, que interpretou a Língua de Sinais para o público.
A oficina contará com pelo menos um encontro por mês até o final do ano. Durante a ação, serão realizadas discussões e dinâmicas para orientar os colaboradores sobre a importância da acessibilidade e inclusão para pessoas com deficiência. As oficineiras também instruirão os participantes sobre a melhor forma de receber e prestar acolhimento a essas pessoas.
Uma orientação adequada aos projetos do NAAC é essencial para ampliar o acesso de pessoas com deficiência a espaços de ensino, pesquisa e produção científica. De acordo com dados apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em um censo de 2022, no Brasil, 14,4 milhões de pessoas com dois anos ou mais eram pessoas com deficiência. A mesma pesquisa revelou que 63,1% das PcD de 25 anos ou mais não tinham instrução ou não possuíam o ensino fundamental completo.
A palestrante Josiane, que é surda e atendida pelo Núcleo de Acessibilidade e Inclusão da Universidade (NAI-UFRRJ), conta que em espaços de ensino existem muitos desafios para PcD “Tem que lutar muito para viver nesses ambientes”. Ela também reflete sobre o papel das pessoas que não possuem deficiência na luta pela inclusão “Falta muito apoio, acompanhamento, informação… tudo isso precisa ser pesquisado. A pessoa que não tem deficiência primeiro tem que pensar em como ajudar. Perguntar: como? O que falta?”
Josiane também sugere que espaços de divulgação científica se preparem para receber pessoas com deficiência a partir da criação e montagem de vídeos e outros materiais multimídia acessíveis. “Para os museus, a gente estava fazendo vídeos. Pensamos e pesquisamos para conseguir chamar pessoas com todos os tipos de deficiência. Pensamos nos surdos, pessoas cegas também. Montar e pensar esses materiais é realmente muito importante”, concluiu.
Para saber sobre as ações do NAAC, visite a página no Instagram:
https://www.instagram.com/naac.ufrrj
Texto e imagens: Thiago Rabetine – estudante de jornalismo e bolsista do NAAC/Proext.
Supervisão: Alessandra de Carvalho – docente do curso de jornalismo.