O Ministério da Igualdade Racial realizou, nessa quarta-feira (21/01), data em que se celebra o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, a Oficina de Formação Estratégia Mãe Bernadete de Promoção de Direitos dos Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiros e de Matriz Africana, no câmpus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em Nova Iguaçu.

Voltada ao enfrentamento do racismo religioso e à garantia de direitos, a ação surge como resposta direta à escalada de violências — físicas, simbólicas e institucionais — registradas em escolas, hospitais, delegacias e demais serviços públicos em todo o país.
Realizada em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Estratégia Mãe Bernadete, capacitará aproximadamente 150 pessoas, incluindo integrantes de povos e comunidades tradicionais de terreiro e de matriz africana, representantes governamentais, docentes, discentes e representantes da sociedade civil, com destaque para a participação do território da Baixada Fluminense. Seu objetivo principal é induzir mudanças institucionais, qualificando o atendimento e fortalecendo redes locais, criando capacidade pública permanente para enfrentar o racismo religioso.
Presente na mesa de abertura, a ministra da Igualdade Racial Anielle Franco destacou que o evento representa um marco estratégico para o fortalecimento institucional da política de enfrentamento ao racismo religioso. “Essa oficina simboliza a integração entre formação, ação e política pública, contribuindo para a construção de respostas mais efetivas e sustentáveis frente às violações de direitos sofridas por povos e comunidades tradicionais de terreiro e de matriz africana”, afirmou.


Também estiveram presentes o secretário de Políticas para Quilombolas, Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, Povos de Terreiros e Ciganos do MIR, Ronaldo dos Santos; o Tata Walter de Nkosi; a Mametu Rose Madozã; a representante da sociedade civil, Mãe Nilce Naira de Iansã; a pró-reitora de Assuntos Estudantis da UFRRJ, professora Joyce Alves da Silva, o diretor do câmpus Nova Iguaçu, Geraldo Fernando Pinheiro Dias e o diretor do Instituto Multidisciplinar, Márcio Borges, além do filho de Mãe Bernadete (in memorian), Jurandir Wellington Pacífico e de representantes da Fiocruz. A apresentação cultural do evento ficou por conta do grupo de Tumbondu da Inzo Ia Nzambi Ngana Kingongo.
A programação contou ainda com a palestra sobre a pesquisa “Respeite Meu Terreiro”, desenvolvida em parceria entre Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde (RENAFRO), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), trazendo contribuições fundamentais para o debate sobre racismo religioso, liberdade religiosa e a produção de conhecimento a partir dos territórios de terreiro.
Com informações da Assessoria de Comunicação do MIR