Apresentações ocorreram na quinta, 13/11, no auditório da Biblioteca Central

A abertura da sessão de apresentações foi realizada pela aluna de Licenciatura de Ciências Agrícolas, Iasmim Moraes Alves, com a pesquisa “A família Acanthaceae na Mata Atlântica: diversidade e estado de conservação na REBIO Tinguá, RJ”. Ela abordou os desafios do estudo de uma área com ampla ação antrópica. A família Acanthaceae é pouco explorada nessa área de atuação e seu trabalho, que indicou 22 espécies da planta, pretende encaminhar novas pesquisas para a área e gerar políticas públicas de conservação.
Na mesma família, Lucas de Oliveira da Silva, estudante de Agronomia, apresentou a pesquisa “Acanthaceae Juss. num fragmento da Floresta Atlântica no Rio de Janeiro”, que abordou a temática sob a perspectiva de distribuição geográfica e estudo de conservação da flora na Serra do Mendanha. Houve o registro de 25 espécies, sendo seis exóticas e 19 nativas.
A estudante Bianca Maria Dos Santos abordou a pesquisa sobre “Criptógamas fotossintetizantes associadas à coleção de orquídeas do Jardim Botânico da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro” que identificou organismos que formam esporos e gametas escondidos na estufa do jardim botânico da universidade.
A grande protagonista foi a begônia, abordada em metade dos trabalhos apresentados.
Manoel Félix do Nascimento apresentou a pesquisa, “Espécies de Begonia
(Begoniaceae) endêmicas, bioindicadoras e ameaçadas de extinção da mata atlântica do estado do Rio de Janeiro: subsídios para a conservação da biodiversidade”.
Isabela da Silva Bueno apresentou o trabalho “Begônias raras e ameaçadas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Rio de Janeiro, Brasil” e Anna Carolina de Souza Lima “Distribuição geográfica, variação morfológica e fenologia de uma espécie rara e ameaçada de Begonia (Begoniaceae) no estado do Rio de Janeiro, Brasil”.
Os trabalhos abordaram eixos distintos das 93 espécies de begônias exclusivas do estado do Rio de Janeiro. Em comum, mostraram que a conservação das florestas tropicais é prioridade para a proteção do gênero com maior número de plantas com flores e que a vulnerabilidade da mata atlântica por conta da degradação urbana é um dos principais fatores que ameaçam as espécies. Juntos, eles buscam a atualização de estudos anteriores sobre as plantas e o subsídio para a conservação das begônias no Rio.
Ao final, todas as apresentações foram elogiadas pela qualidade das pesquisas e pelo trabalho desempenhado pelos pesquisadores.

























Texto: Laís Suzano e Maju Leal, estudantes de Jornalismo.
Foto: Maju Leal
Orientação: Sandra Garcia, professora do Departamento de Letras e Comunicação.
Publicação: Jonathan Monteiro, jornalista e bolsista de Jornalismo da PROPPG/CCS.