Ação reafirma o protagonismo da UFRRJ no cenário acadêmico internacional e consolida parcerias estratégicas para o desenvolvimento de pesquisas sobre inclusão

De 20 a 25 de março de 2026, a professora Márcia Denise Pletsch, vinculada ao Departamento de Educação e Sociedade do Instituto Multidisciplinar (IM) e ao Programa de Pós-Graduação em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares (PPGEduc) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), representou a instituição em agenda internacional na Alemanha, apresentando resultados de pesquisas que colocam o Brasil na vanguarda da Educação Especial numa perspectiva inclusiva.
Durante o 30º Congresso da Sociedade Alemã de Ciências da Educação, em Munique, a pesquisadora apresentou um estudo comparativo entre Brasil, Alemanha e Geórgia. O estudo focou, entre outros temas, no desenvolvimento escolar de crianças com deficiência múltipla em decorrência da Síndrome Congênita do Zika Vírus e suas famílias em municípios da Baixada Fluminense. A chegada dessas crianças na escola impõe desafios significativos às políticas públicas e às práticas pedagógicas inclusivas, exigindo estratégias específicas para escolarização e garantia da Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA) para elas que possuem necessidades complexas de comunicação.
“O Brasil é o único país do sistema ONU que incorporou a Declaração dos Direitos das Pessoas com Deficiência com status de Emenda Constitucional. Esse lastro jurídico permite que a UFRRJ participe e lidere debates nacionais e internacionais sobre equidade, mostrando que é possível produzir inclusão de qualidade e sustentabilidade mesmo em contextos de vulnerabilidade social, como nossa experiência com o Fórum Permanente de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva no Sul e Baixada Fluminense tem evidenciado”, explica a professora.

Segundo Pletsch, os resultados indicam que, mesmo diante de desafios estruturais e sociais, é possível avançar na inclusão educacional. “Mesmo em contextos sociais vulneráveis nossas pesquisas com crianças com deficiência múltipla em decorrência da Síndrome Congênita do Zika Vírus, é possível produzir práticas e políticas de educação inclusiva”, afirma. Além da apresentação, a professora participou de reuniões e atividades acadêmicas que ampliaram o diálogo com pesquisadores internacionais e possibilitaram o contato com diferentes realidades educacionais.
Nos meses de junho e julho de 2026 a Professora atuará como professora visitante no Instituto de Educação Especial da Goethe Universität de Frankfurt, na Alemanha, com financiamento do programa de internacionalização da mesma instituição, para ministrar duas disciplinas sobre as políticas de inclusão no Brasil e desenvolvimento de metodologias de pesquisa em territórios vulneráveis. Além disso, no período participará de Seminário de Pesquisa na Universidade de Hamburgo e de ações de pesquisa sobre inclusão educacional.
Texto: Gabriel de Lima, estagiário de Jornalismo da PROPPGI/CCS.
Revisão: Jonathan Monteiro, jornalista e bolsista da PROPPGI/CCS.
Foto: Reprodução/Eugloh; e Miriam Braz, fotógrafa da CCS/UFRRJ.