A estudante é uma das autoras da coletânea de poemas “Versos que Transbordam”, lançado durante o evento.
Nos dias 23 e 24 de maio, a estudante do 5º período de Letras da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Quinn Genovez, participou da primeira edição do Festival Literário do Orgulho e Resistência (Flor), feira literária voltada à literatura LGBTQIA+, no Parque Glória Maria, no Rio de Janeiro. O evento reuniu leitores, autores e editoras para discutir diversidade, pertencimento e orgulho dentro da literatura.
No primeiro dia de festival, Quinn participou da mesa de debate “Trans cariocas: as narrativas diversas dentro da sigla T”, onde discutiu literatura e transexualidade. Durante sua participação, a graduanda em Letras abordou seu processo criativo, a relação da escrita com o gênero e referências trans na escrita brasileira, como Amara Moira e Gal Freire, além de discutir questões que englobam transexualidade, como relações familiares na comunidade LGBTQIA+.
A estudante destacou a importância do festival como um local de pertencimento e união: “O evento é um espaço de acolhimento. É importante a comunidade LGBT se unir no meio disso. Fazer conexões, conhecer outras pessoas. E encontrar família também, né? Construir família, fazer vínculos com pessoas que têm histórias e vivências parecidas. Eu acho que isso é muito importante, não só pela troca de saberes e pela literatura em si, mas essa troca humana também importa muito”, pontuou Quinn.
Quinn é uma das autoras da “Versos que Transbordam”, coletânea de poemas escritos por pessoas trans e publicada pela editora Se Liga Editorial, lançada durante o segundo dia do Festival Literário do Orgulho e Resistência. Além da coletânea, a estudante publicará o seu primeiro livro solo pela Editora Multifoco como prêmio por ter vencido o sarau da Semana Acadêmica de Letras, realizada entre os dias 14 e 16 de abril de 2026.
“A coletânea foi publicada por financiamento coletivo e é justamente sobre isso, né? Abraçar as pessoas trans que nem sempre têm a oportunidade de entrar no mercado editorial. É sobre mostrar essas vozes, essas potências que estão por aí, perdidas. Mostrar as formas de linguagem e de expressão. Dar destaque para a comunidade trans. A importância de festivais como a FLOR, festivais queer, é mostrar que a comunidade LGBT está presente, está fazendo literatura, está resistindo a todo o ódio que é direcionado a ela. É necessário mostrar que há diversidade na literatura brasileira”, destacou Quinn sobre a importância do Festival Literário do Orgulho e Resistência para a comunidade LGBTQIA+.
Texto: Alan Sena, estagiário de Jornalismo da CCS/UFRRJ
Edição: Fernanda Barbosa, coordenadora da CCS/UFRRJ