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Professora Karine Vargas faz balanço das ações na Flona Mário Xavier

Meio ambiente em pauta

 

Por Yago Monteiro, estagiário de jornalismo da CCS/UFRRJ

 

Karine Vargas. “Apresentamos a Flona Mário Xavier como um espaço que pode se tornar um museu vivo”

A preservação ambiental é um assunto em grande destaque na atualidade. Buscamos utilizar no nosso dia a dia medidas que minimizem os impactos ao meio ambiente e conquistem as pessoas ao nosso redor. Mas como espalhar esta consciência de forma mais ampla? Nesse contexto se inserem iniciativas como a Guarda Compartilhada da Floresta Nacional (Flona) Mário Xavier, projeto que organizou recentemente a I Semana de Biodiversidade da Rural.

 

O Rural Semanal entrevistou a coordenadora do projeto, a professora Karine Vargas, do curso de Geografia. Karine é graduada em Geografia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), além de mestra e doutora em Análise Ambiental e Regional pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia da UEM. Atualmente ela representa a Rural nos conselhos da Reserva Biológica do Tinguá e no Comitê das Bacias Hidrográficas do Rio Guandu. Em nossa conversa, a docente comenta sobre as principais ações da Guarda Compartilhada e seus impactos na comunidade; a participação dos alunos; e a importância da iniciativa de construir a I Semana de Biodiversidade da UFRRJ.

 

Como se originou o projeto Guarda Compartilhada da Flona Mário Xavier?

Karine Vargas – O projeto teve início em 2018. Entre maio e setembro, trabalhamos no mapeamento da trilha, criando um produto didático, um roteiro. Na trilha temos 14 pontos de parada, onde discutimos e apresentamos o local. Em outubro de 2018 comemoramos 32 anos da Flona; foi aí que abrimos a trilha às atividades com escolas e universidades.

 

Recentemente vimos que o projeto vem ganhando destaque e atraindo mais participantes às trilhas guiadas. Como coordenadora desse projeto de extensão, quais os seus principais objetivos?

K. V. – Semanalmente levamos crianças e adolescentes das escolas municipais e estaduais de Seropédica para apresentar esse lugar de grande importância no município, mas que a população pouco conhece. Há um desconhecimento, e a população não tem identificação cultural com esse ambiente. Criamos o projeto para utilizar esse espaço público e transmitir educação ambiental. Junto aos colaboradores e voluntários pensamos que deveríamos atrair um público diferencial, para passar conhecimentos em relação à biodiversidade. Apresentamos a Flona Mário Xavier como um espaço que pode se tornar um museu vivo, já que há condições de fazer diversas pesquisas no local, além de se alinhar à tríade da Universidade: ensino, pesquisa e extensão.

 

Os participantes do projeto se uniram e organizaram a I Semana de Biodiversidade da Rural, a qual ocorreu entre os dias 20 e 24 de maio. Quais motivos levaram à construção do evento e a escolha deste momento para a primeira edição?

K. V. – Este ano resolvemos fazer a I Semana da Biodiversidade pela grande importância do tema. Um dos dias do evento (22 de maio) é o Dia Internacional da Biodiversidade, que passava despercebido pelos eventos da linha ambiental da Universidade. Então, resolvi criar esta Semana. A ideia é que ocorra anualmente. Porém, nos propomos a realizar um evento diferenciado e de extensão, que vá além de palestras, chamando a população. Para isto, trabalhamos com temas culturais, como ocorreu no dia 22, que contou com apresentação da escola de música Villa Lobos e uma exibição de teatro de fantoches organizada por alunos. Assim, conseguimos unir cultura, meio ambiente e arte. Além disso, realizamos oficinas no Jardim Botânico e no Museu de Solos da Rural, minicursos na própria Flona e atividades no Herbário.

 

Um ponto importante é o esforço dos alunos participantes do projeto, que buscaram atrair moradores de Seropédica para interagirem com o espaço da Flona, principalmente em caminhadas e outras atividades. Já se observa uma mudança nesse aspecto?

K. V. – O que a gente observa é que crianças, adolescentes e até professores da Rural que vão à Flona pela primeira vez se surpreendem com aquele espaço, porque a maioria nem conhecia. Só que ainda hoje ainda temos dificuldade em ver a população da cidade utilizando esse local. Primeiramente porque é um espaço novo, além de só funcionar de segunda à sexta, entre 8h e 16h30. Nesse horário, a maioria trabalha. Além disso, há poucos funcionários; uma situação de crise nas unidades de conservação ambiental, o que não permite o funcionamento aos fins de semana. Mas vemos muita gente já frequentando o local, incluindo evangélicos que utilizam o espaço para suas orações, ou pessoas que utilizam a Flona como rota alternativa de chegada à Rodovia Presidente Dutra, além de indivíduos fazendo caminhadas. Lutamos para fazer esse espaço de Seropédica ter vida, para que a população utilize. Com o lugar ganhando circulação, as pessoas – em especial as mulheres – vão se sentir mais seguras para frequentar à Flona.

 

Publicado originalmente no Rural Semanal 05/2019


Postado em 07/06/2019 - 15:40

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