Professora de Geologia e curadora do MRM Soraya Almeida conduz atividade de identificação com alunos do CTUR (Foto: Lucas Rodrigues)

O Museu de Ecologia do Colégio Técnico da Universidade Rural (ME/CTUR) e o Museu de Rochas e Minerais (MRM) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) juntaram esforços para ministrar um curso de identificação de rochas para alunos do ensino médio. O último encontro foi realizado no dia 26 de agosto, no Auditório Raízes Literárias do CTUR.

O professor de Biologia e curador do Museu do CTUR, Alex Iacone, conta que a colaboração dos museus nasceu quando procurou ajuda do MRM para identificar algumas rochas que pretendia adicionar ao acervo. “No colégio não havia ninguém com essa expertise. Fomos buscar o Museu de Rochas e Minerais”, explica. 

Em resposta, a professora do curso de Geologia da UFRRJ e curadora do MRM, Soraya Almeida, sugeriu ir um passo além: transformar essa demanda numa oportunidade para divulgação científica. “O Alex me procurou, falou que estava criando um museu. Comentei que eu tinha há anos esse projeto de ensino com escolas públicas. Então, vamos fazer lá no CTUR, vai dar certo!”, recorda a docente.

Professor Alex Iacone (à esq.) e estagiários do MRM acompanham o exercício: estudantes foram instruídos a trazer amostras de rocha de suas casas e outros locais (Foto: Lucas Rodrigues)

Agora, na sua terceira aula, mais de 30 alunos do colégio participaram da atividade. As aulas anteriores do projeto consistiram em uma palestra introdutória e um dia de campo em Cacaria, distrito de Piraí/RJ. O geólogo da Fundação GMon, Athus Baltazar, foi responsável por guiar a turma por geossítios e na coleta de rochas. Dessa vez, os estudantes identificaram as rochas que trouxeram de Cacaria e de outros lugares, com a instrução da professora Soraya, de Baltazar e de estagiários do Museu de Rochas e Minerais.

Athus Baltazar (à esq.) interage com alunos durante a prática: geólogo serviu de ponte entre o curso e a Fundação GMon (Foto: Lucas Rodrigues)

O geólogo Baltazar, que também estudou em escola pública, ressalta a importância desse contato da Geologia com a extensão. “É interessante levar esse tipo de conhecimento acadêmico, produzido nas universidades, que não é tão democratizado, não chega à população”, comenta. 

A professora Soraya destaca: “O geólogo não tem licenciatura, não pode dar aula. A Geologia é uma coisa muito fechada. Falta divulgação. Então, acho que é um trabalho que ajuda a divulgar essa área.” 

A ação pretende levar os materiais identificados à exposição em eventos próximos, como a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), e, por fim, adicionar as amostras ao acervo do Museu de Ecologia do CTUR.

Texto e imagens: Lucas Rodrigues – estudante de Jornalismo e bolsista de Comunicação do Núcleo de Articulação de Acervos e Coleções (NAAC/Proext) 

Supervisão: Alessandra de Carvalho – professora de Jornalismo/UFRRJ

Edição e revisão: João Henrique Oliveira (CCS/UFRRJ)