Morador da Baixada Fluminense conquista admiradores e reconhecimento por suas criações

Marcos Sant’Anna segurando uma de suas obras, o ‘Tucano’ / Micaela Mendes / Reprodução

O que se pode fazer com fôrmas de sapato que restaram de uma fábrica? Essa é a pergunta que o expositor Marcos Sant’Anna respondeu durante toda a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), no Instituto Multidisciplinar da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (IM/UFRRJ), câmpus Nova Iguaçu. 

A exposição “O Andar do Artesão” reúne colagens, pinturas, relógios, itens decorativos, jogos de tabuleiro, suportes para objetos, entre outros artesanatos. Todos esses foram feitos a partir de materiais reutilizáveis, sobretudo de moldes para calçados. Algumas peças demoram de um a dois dias para serem feitas, dependendo do tamanho e da quantidade de detalhes.

O morador do bairro Monte Líbano, distrito iguaçuano, ajudava o pai na fábrica de sapatos da família. Quando a “Francesa” fechou, o escultor passou a trabalhar com pequenas reformas e a realizar serviços que o contratavam. Os calçados, porém, continuavam na sua mente e foi assim que ele decidiu transformar os antigos moldes em peças de arte.

Tudo começou como um hobbie para a decoração da própria casa. Marcos, de 63 anos, não imaginava que alcançaria tamanho reconhecimento. “É gratificante e surpreendente ver as pessoas admirando e comprando minhas obras. Eu realmente fico surpreso”, declarou. Ele conta que muitas das suas esculturas não foram programadas, acidentalmente chegaram ao resultado final.  

Algumas das desculturas, em destaque o ‘Beija-flor’ / Micaela Mendes / Reprodução

Dentre as criações, o artesão destaca o “Beija-flor” sendo uma de suas favoritas. Na obra, o calcanhar da fôrma de sapato se torna a cabeça da ave, enquanto a ponta do pé, a sua cauda. Marcos é singular na admiração pela escultura e aponta que ela é única. “Eu posso até tentar reproduzir novamente, mas não vai ficar como essa aqui”, finalizou. 

“O Andar do Artesão” estimula a ciência para todas as gerações, a curiosidade, o pensamento crítico e a expressão artística, em consonância com as propostas da SNCT. A exposição terá novos locais e datas de exibição em breve. O artesão segue produzindo suas peças, usando a criatividade como principal ferramenta. 

Acompanhe a cobertura completa do evento no site: snct.im.ufrrj.br 

Texto: Tadeu Giovanini e Micaela Mendes, estudantes de Jornalismo.

Fotos: Micaela Mendes, estudante de Jornalismo.

Edição de texto: Alan Sena – monitor da atividade

Orientação: Sandra Garcia, professora do Departamento de Comunicação e Mídias.

Publicação: Rodrigo Maciel, bolsista de Jornalismo da Proext, sob a supervisão da Coordenadoria de Comunicação Social (CCS/UFRRJ).