Equipe apresenta pela primeira vez stand no evento para conscientização dos visitantes

Equipe do programa Carbono Zero / Nicolli Alves / Reprodução

O Programa Carbono Zero realizou na quinta-feira (29), último dia da 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), o plantio de mudas arbóreas de espécies nativas da Mata Atlântica. A ação é destinada a neutralização de Gases de Efeito Estufa gerados durante a realização do evento.

Nas últimas edições, o programa atuava principalmente nos bastidores, com reuniões de voluntários, quantificação de dados e conscientização dos organizadores. Entretanto, neste ano, como uma forma de promover a educação ambiental, a equipe decidiu elaborar um stand para dialogar com os responsáveis pela maior parcela das emissões de gases: os transportes. “A gente transformou em um lugar de educação ambiental mesmo porque a maior fonte emissora são os transportes. Então, é a única maneira que a gente tem de tentar reduzir as emissões”, declarou a coordenadora, Ana Helise Abreu, estudante de Engenharia Florestal.

Para mensurar a quantidade dos gases emitidos, a equipe de voluntários realiza, ao longo do evento, medições diárias do consumo de energia, combustíveis, a geração de resíduos sólidos, quantidade de animais emissores e outras fontes de emissão de Gases de Efeito Estufa. O levantamento quantifica as emissões em toneladas de CO2 e é essencial para o planejamento das ações de compensação. O método de neutralização adotado pelo Programa Carbono Zero é o plantio de espécies florestais que, naturalmente, absorvem o CO2 da atmosfera e auxiliam na redução dos impactos das mudanças climáticas.

Lembranças entregues pelo projeto / Nicolli Alves / Reprodução

A coordenadora do programa, Vanessa Basso, professora do Instituto de Florestas, explicou que o projeto nasceu em 2023 junto da Semana Rural. Inspirado no Programa Carbono Zero da Universidade Federal de Viçosa (UFV), o objetivo principal da iniciativa era a quantificação dos gases de Efeito Estufa (GEE) emitidos durante os dias da semana acadêmica. Posteriormente, a proposta se expandiu e tornou-se um programa com a sua inclusão na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT).

A professora também destaca que o plantio feito no último dia não contribui apenas para a neutralização dos gases, mas oferece aos estudantes da Universidade um laboratório vivo de acompanhamento e pesquisa. “Aqui a gente vai monitorar o crescimento das espécies, vamos acompanhar não só o estoque de carbono, mas as espécies que melhor se adaptaram”, destacou a coordenadora, ao declarar a importância do programa para a integração do tripé universitário. “Então, a gente vem da extensão, né, perpassa pelo ensino e continuamos na pesquisa”, concluiu.

A estudante de Engenharia Florestal, Maria Vitória Rodrigues, participa pela primeira vez do Programa Carbono Zero como voluntária e destaca admiração pela importância da iniciativa para o meio ambiente. “Eu achei a experiência muito boa porque é um projeto super bacana transformar CO2 em mudas plantadas, né, até porque isso ajuda muito o meio ambiente. Eu estou gostando porque a gente também pode ver na prática o nosso curso”, afirma.

Equipe plantando mudas durante a 23ª SNCT / Nicolli Alves / Reprodução

Anualmente, o Programa Carbono Zero abre inscrições pelo Instagram (@ufrrjcarbonozero) para estudantes de diferentes cursos que tenham interesse em atuar como voluntários, auxiliando nas pesquisas e nos levantamentos de dados durante a Semana Rural e a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

Texto: Isabella Dantas e Nicole Moreira, estudantes de Jornalismo 

Fotos: Nicolli Alves, estudante de Jornalismo

Orientação: Sandra Garcia, professora do Departamento de Comunicação e Mídias.

Edição de texto: Alan Sena – monitor da atividade

Orientação: Sandra Garcia, professora do Departamento de Comunicação e Mídias.

Publicação: Rodrigo Maciel, bolsista de Jornalismo da Proext, sob a supervisão da Coordenadoria de Comunicação Social (CCS/UFRRJ).