RAIDTec reuniu pesquisadores para discutir caminhos para o desenvolvimento e a inovação.

O Salão Azul da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) recebeu, nesta quinta-feira (17/09), a abertura da VII Reunião Anual de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (RAIDTec).
A solenidade contou com a presença dos professores José Luis Luque, pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação; João Victor Nicolini, coordenador de bolsas do Programa Institucional de Bolsas em Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBIT) e da VII RAIDTec, e Patrícia Golo, diretora da Agência de Inovação da UFRRJ.
O pró-reitor José Luis Luque expressou sua gratidão aos palestrantes convidados que vieram de outras instituições para enriquecer o debate. Em sua fala, ele destacou com otimismo os avanços do novo Parque Ecotecnológico da UFRRJ, prevendo um futuro promissor para o desenvolvimento científico da Universidade: “O novo Parque Ecotecnológico representa mais do que inovação física; é um marco de oportunidades para transformar o conhecimento acadêmico em impacto real para a sociedade”, comentou.
Em seguida, Patrícia Golo subiu ao palco para homenagear o papel transformador da pesquisa e da extensão na vida acadêmica. Ela ressaltou como essas vivências moldam o futuro dos estudantes: “Esse projeto é de extrema importância porque os alunos chegam no mercado de trabalho com uma bagagem, preparo. O que os diferencia dos demais”, destaca.
Na sequência, a professora apresentou um panorama do ecossistema do Departamento de Inovação da PROPPGI e detalhou as diretrizes que regem as políticas de inovação dentro da UFRRJ, reforçando o compromisso da instituição com o desenvolvimento contínuo.
Dando continuidade ao evento, João Victor Nicolini apresentou a atualização dos dados do PIBITI. O professor enfatizou que o grande propósito da iniciativa é converter o conhecimento gerado na academia em soluções práticas e de alto impacto para a sociedade.

Durante a sua fala, Nicolini detalhou o fluxo de funcionamento do Programa Institucional, que compreende desde o lançamento do edital e a submissão dos projetos até as etapas de avaliação, concessão e execução das bolsas, além do acompanhamento contínuo e a apresentação dos resultados na RAIDTec.
Ele explica que, para garantir a qualidade e a transparência do processo, o comitê institucional de avaliação é formado por sete professores da UFRRJ, complementado por um comitê composto por seis docentes de fora da instituição, estrutura que traz um olhar estratégico e um “ar de mercado” aos projetos apresentados.
Desde 2024, o PIBITI conta com um total de 25 bolsas financiadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O professor também reforçou que, para ampliar a oferta de bolsas, é fundamental aumentar o volume de projetos inscritos e garantir uma presença expressiva da comunidade na RAIDTec.
O painel
Na sequência do evento, o painel teve como tema “Como transformar conhecimento em tecnologia” e foi mediado por Alessandra Cassol, pró-reitora adjunta de Planejamento e Orçamento e professora do Departamento de Ciências Administrativas da UFRRJ, com participação de Renata Angeli, professora do Mestrado em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e Adriana Haddad, fundadora da startup Soul Science.

Após agradecer o convite e compartilhar brevemente sua trajetória acadêmica, Renata Angeli abordou os caminhos e oportunidades para converter projetos de pesquisa em produtos e negócios reais. Para ilustrar esse processo, a professora apresentou exemplos históricos dos primeiros experimentos científicos que se transformaram em soluções comerciais, como o desenvolvimento da insulina sintética.
Ela também chamou a atenção para a escassez de aplicação prática nas pesquisas universitárias, destacando que muitas delas não nascem com a intenção primária de gerar um produto, o que acaba dificultando a atração de investimentos. Ao final, Renata orientou os participantes sobre como estruturar uma pesquisa científica para concorrer a Bolsas de Iniciação Tecnológica (IT) e Bolsa de Inovação Tecnológica (INT).
Em seguida, Adriana Haddad, abordou as estratégias para fazer a tecnologia acadêmica alcançar as empresas e o mercado. A Soul Science é uma startup de ciência e tecnologia que atua na prestação de consultoria científica e auditoria sênior para o setor produtivo.
Adriana explicou que a proposta da startup é aproximar a ciência das demandas reais das empresas, dando visibilidade às tecnologias universitárias de forma acessível. A iniciativa atua mapeando laboratórios, especialistas e equipamentos que antes ficavam ocultos ao mercado. Ela ressaltou que o objetivo não é substituir os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) ou a academia, mas sim atuar como um acelerador de conexões e oportunidades de negócios. A cofundadora concluiu a apresentação compartilhando insights sobre como desenvolver tecnologias sob uma perspectiva empreendedora, identificando e solucionando as reais dores do mercado.
A programação completa da XIII RAIC e da VII RAIDTec pode ser consultada no site e no perfil oficial do evento no Instagram @raic.ufrrj.raidtec.
Texto: Eduarda Beloti e Rodrigo Maciel, estudantes de Jornalismo e estagiários da CCS/UFRRJ.
Fotos: Eduarda Beloti, estudante de Jornalismo e estagiária da CCS/UFRRJ.
Edição e publicação: Laura Berg, bolsista de Jornalismo, sob supervisão da Coordenadoria de Comunicação Social (CCS/UFRRJ).


