A misoginia virtual e a consolidação da gastronomia como área de conhecimento acadêmico foram temas debatidos durante a XIII Reunião Anual de Iniciação Científica (RAIC) nesta quarta-feira (17). As pesquisas apresentadas analisam desde a monetização da violência de gênero em plataformas digitais até a construção da gastronomia como campo teórico no Brasil, evidenciando a diversidade e a relevância das produções científicas expostas no evento.

O aluno do 6º período de Direito, Cauã Lucas, desenvolveu uma pesquisa sobre misoginia virtual e a machosfera brasileira. O estudo analisa como discursos de ódio contra mulheres circulam nas plataformas digitais e se estruturam em comunidades online. A pesquisa investiga grupos como o movimento “red pill”, identificando sua atuação na disseminação de preconceitos e discursos de ódio. Além disso, busca compreender também os interesses econômicos que impulsionam a produção e a circulação desse tipo de conteúdo.
Segundo o acadêmico, a misoginia ultrapassa o ambiente cotidiano e se manifesta de forma significativa nas redes sociais. O trabalho pretende demonstrar que esses discursos não se limitam a opiniões individuais, mas estão frequentemente relacionados a estratégias de engajamento e monetização no ambiente digital.


Já Victoria Cordeiro, graduanda em Hotelaria, apresentou uma pesquisa sobre o mapeamento da gastronomia como campo teórico-acadêmico no Brasil. O estudo, de caráter quanti-qualitativo, identificou 84 grupos de pesquisa com atuação direta ou indireta na área e 23 periódicos científicos dedicados ao tema. Os resultados apontam crescimento da produção científica, com pico de publicações em 2019. A pesquisa também evidencia o caráter interdisciplinar da gastronomia, que dialoga com áreas como nutrição, saúde, história, sociologia e ciências agrárias.


A programação completa da XIII RAIC e da VII RAIDTec pode ser consultada no site e no perfil oficial do evento no Instagram @raic.ufrrj.raidtec.
Texto: Nina Oliveira, estudante de Jornalismo.
Fotos: Nicholas Martins, estudante de Jornalismo.
Orientação: Sandra Garcia, professora do Departamento de Comunicação e Mídias.
Edição: Alan Sena, estudante de Jornalismo e monitor da disciplina Oficina de Cobertura Jornalística I.
Publicação: Laís Veiga, bolsista de Jornalismo da PROPPGI, sob supervisão da Coordenadoria de Comunicação Social (CCS/UFRRJ).


