O uso da internet no dia a dia às vezes nos dá a impressão de que a convivência respeitosa com o próximo é deixada de lado no ambiente virtual. Observamos com frequência trocas de ofensas, discursos de ódio, comentários preconceituosos e “brincadeiras” de gosto duvidoso, que podem prejudicar tanto a vítima quanto o autor da ação.

Você provavelmente já deve ter visto no YouTube a série “WebBullying”, em que um humorista usa o perfil das redes sociais de alguém presente no show (com a permissão da pessoa), para fazer posts constrangedores, e interagir com os seguidores e amigos de forma estranha, apenas para a diversão da plateia.

Essa brincadeira parece ter sido inspirada em experiências reais vividas por pessoas que tiveram suas contas em redes sociais invadidas, após usarem um computador compartilhado em uma lan-house, laboratório de faculdade ou no trabalho, por exemplo, e não se desconectaram após o uso, ou ainda por ter compartilhado a senha de acesso com algum conhecido.

O que pode parecer apenas uma brincadeira de mau gosto, na verdade é um crime. E cada vez mais as autoridades recebem denúncias de vítimas lesadas por pessoas próximas ou que frequentam os mesmos lugares.

A situação se agrava ainda mais quando essas ações são realizadas em sistemas corporativos. Ou seja, quando a conta de usuário de um sistema ou de acesso à rede corporativa é utilizada indevidamente por outra pessoa. Isso porque essa conduta já costuma estar definida como uma infração na Política de Segurança da Informação das organizações, podendo acarretar em medidas administrativas para punição do infrator, bem como denúncia junto aos órgãos competentes para apuração de responsabilização penal, quando caracterizado crime.

Por isso, devemos zelar pelo uso responsável dos sistemas e das redes de computadores com acesso à internet, por exemplo. Toda conta de usuário e senhas são de uso pessoal e intransferível, servindo para identificar um individuo e dar a ele acesso aos recursos que necessita.

Simples ações como escolher senhas fortes, não compartilhar login com outras pessoas e ter uma postura ética evitam a incidência de muitos problemas. E tornam o ambiente virtual cada vez mais proveitoso para todos.

Por Aroldo Brum
Gestor de Segurança da Informação e Comunicações/Cotic-UFRRJ

 

Para saber mais:

Lei “Carolina Dieckman” – sobre crimes de invasão a sistemas: https://bit.ly/2uPoTYL

Política de Segurança da Informação e Comunicação da UFRRJ: cotic.ufrrj.br/posic

 

Esclarecimento sobre os dados dos usuários 

Em nossas redes sociais, recebemos no dia 7/3 a seguinte pergunta do usuário Tiago Teixeira:

Segue a resposta da Cotic/UFRRJ:
“Os dados que ficam retidos são a identificação do usuário em nossa rede e em nossos sistemas, bem como o registro de quais recursos foram utilizados em nossa rede. Por exemplo: a partir de nossa rede, quais IPs externos foram acessados e em que porta?
Similar aos registros de uma conta de telefone onde são registradas as ligações efetuadas (origem e destino) e duração das chamadas, não sendo guardadas, portanto, o conteúdo trafegado.
Para garantir a segurança dos dados trafegados em nossa rede, possuímos equipamentos configurados de acordo com as boas práticas de segurança da informação para monitorar e conter ameaças como disseminação de vírus entre computadores, ataques aos nossos sistemas e uso da rede por pessoal não autorizado, entre outros.
Sobre material informativo sobre essas questões, no momento temos a Política de Segurança da Informação e Comunicações da UFRRJ e termos de uso da rede (que devem ser aceitos na tela de login do usuário)”.
Por Aroldo Brum
Gestor de Segurança da Informação e Comunicações/Cotic-UFRRJ