Engenheiro agrônomo do câmpus da UFRRJ em Campos dos Goytacazes, Antônio de Amorim Brandão defendeu sua tese de doutorado em 15 de julho, no programa de Pós-Graduação em Fitotecnia (Instituto de Agronomia). Inédito no estado do Rio, o trabalho – cujo título é “Produção orgânica e qualidade de sementes de cultivares de alface nas regiões metropolitana e centro-sul do estado do Rio de Janeiro” – visa fornecer subsídios para auxiliar agricultores que queiram produzir sementes no manejo orgânico, sendo mais uma alternativa de geração de renda aos agricultores familiares.

 

defesa de tese
O doutorando Antônio Brandão (de preto) e os componentes da banca de avaliação (da esq. à dir.): Antônio Carlos Abboud (UFRRJ), Anelise Dias (UFRRJ), Maria do Carmo Fernandes (CEPGAO/Pesagro-Rio), o orientador Higino Marcos Lopes (UFRRJ) e Ednaldo da Silva Araújo (Embrapa Agrobiologia) [Foto: divulgação]
No desenvolvimento da pesquisa, foram realizados oito experimentos, durante dois anos consecutivos (2013 e 2014), nos campos experimentais do Centro Estadual de Pesquisa em Agricultura Orgânica (Cepao), da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro-Rio). Destes, quatro foram instalados em Seropédica e quatro em Avelar, distrito de Paty do Alferes/RJ. A produção de sementes de sete cultivares de alface (Lactuca sativa) – incluindo os grupos Lisa, Crespa e americana – foi avaliada tanto em cultivo protegido em estufa quanto a céu aberto. Os resultados mostraram altas produtividades de sementes para todas as cultivares, chegando a alcançar 2 mil quilos por hectare para algumas. O trabalho mostrou também que as sementes apresentaram excelente qualidade fisiológica. Além disso, puderam-se identificar as dificuldades e aspectos limitantes, tais como manejo das cultivares do grupo americana e problemas provocados pela precipitação durante o ciclo da cultura, principalmente quando o cultivo ocorreu a céu aberto.

 

A pesquisa completa será disponibilizada, em breve, no site http://cursos.ufrrj.br/posgraduacao/ppgf

 

Por João Paulo Azevedo Fernandes (UFRRJ de Campos)