Na última sexta-feira (04/04), a Universidade foi palco de uma reunião pública para debater os avanços na construção do Parque Ecotecnológico da UFRRJ, envolvendo desde os desafios de construção de uma identidade até as vantagens comparativas locacionais.

Luís Américo Calçada, professor do IT e vice-diretor da Agência de Inovação (PROPPG-UFRRJ).

Com uma programação que envolveu discussões sobre estratégias para captação de recursos, destaques para projetos de inovação da UFRRJ e visitas a instalações de pesquisas da Instituição, bem como à área destinada à construção do Parque, o evento, organizado pela Agência de Inovação da UFRRJ, se estendeu ao logo de todo o dia.

Na visita, estiveram presentes Claudio Marinho e Francisco Saboya. O primeiro, arquiteto e urbanista, secretário de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente do Governo do Estado de Pernambuco, articulou a criação do Porto Digital, o parque tecnológico que ajudou a recuperar o Centro do Recife, a partir do início da década de 2000. Por sua vez, Francisco Saboya, economista, professor da Universidade Estadual de Pernambuco (FCAP-UPE), é o presidente da Associação Nacional de Parques Tecnológicos e Áreas de Inovação (Anprotec) e assessor de inovação e transformação digital na Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), além de membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, do Conselho Consultivo da Finep.

professor Leandro Dias de Oliveira, pró-reitor adjunto de Pesquisa e Pós-Graduação

“A UFRRJ apresenta uma grande potência oriunda de seus cursos de graduação e pós-graduação, de suas pesquisas e atividades inovadoras e da sua própria história como centro de excelência de formação. Com localização econômica privilegiada numa região que assiste a um forte desenvolvimento produtiva e logístico, mas socialmente incrustada na Baixada Fluminense, marcada pela segregação, violência e outros problemas graves, a UFRRJ deve ter forte relação com o seu entorno imediato e distante. O parque, mais que um espaço de produção de inovação e tecnologia, é uma importante oportunidade de ampliar os enlaces com a comunidade que cerca os seus campi”, afirmou o professor Leandro Dias de Oliveira, pró-reitor adjunto de Pesquisa e Pós-Graduação.

O Parque

A realização do encontro representa um passo importante na consolidação do Parque Ecotecnológico da UFRRJ, que se propõe a ser um polo de referência em inovação sustentável no estado do Rio de Janeiro. O desenvolvimento regional, a inovação e a sustentabilidade são os três conceitos que norteiam a iniciativa de sua criação. Para a concretização desse projeto, a Universidade assinou, em janeiro deste ano, um memorando de entendimento com três parceiros: a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a prefeitura de Seropédica e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do município.

A ideia do Parque surgiu em 2012. Em 2023, o Conselho Universitário (Consu) aprovou o processo que delimita a área destinada ao futuro empreendimento. Já no ano passado, foi aprovado o Regimento do Parque Ecotecnológico da UFRRJ.

Para mais informações sobre o projeto, acesse os links abaixo:

Anteprojeto de zoneamento territorial do Parque Ecotecnológico da UFRRJ

Regimento do Parque Ecotecnológico da UFRRJ

Artigo “Geografia, Desenvolvimento e Inovação: Anteprojeto de zoneamento territorial do Parque Ecotecnológico da UFRRJ”, de autoria de Leandro Dias de Oliveira, Heitor Soares Farias e Tiago Badre Marino


Fotos: Gabinete da Vice-Reitoria e Agência de Inovação da UFRRJ