Uma nova edição da apresentação está confirmada para 31 de agosto.

 

No dia 19 de julho, o Auditório Gustavo Dutra ficou lotado para receber a estreia da peça “O Beijo no Asfalto”. A produção, baseada no texto original de Nelson Rodrigues, foi dirigida por Max Gomez, oficineira de teatro do Centro de Arte e Cultura (CAC) e estudante de Letras na UFRRJ.

 

Com o elenco composto por alunos do próprio CAC, Max contou que a maioria era estreante nos palcos. “A primeira impressão deles para a proposta foi aquele susto, né? Então, começou o desespero logo no início do período de aulas. Por incrível que pareça, era a primeira vez de muita gente subindo em um palco”, comentou.

 

Foto por Ruan Fernandes

 

A oficineira revelou que levar a obra de um autor clássico como Nelson Rodrigues para o Gustavão serviu para mostrar o empenho dos estudantes na realização desse tipo de evento. “Todo mundo falou que a gente ia fazer essa peça acontecer, e a gente realmente fez. Foram os próprios alunos dando o apoio necessário: abrindo a cortina, ajudando com o som, ajudando com a iluminação, ajudando com objeto cênico, e tudo mais”, explicou Max.

 

Nesse sentido, em diálogo com a temática da “Mostra Cultural – Arte e Sustentabilidade” do CAC, que será realizada em setembro, o evento também contou com a ajuda de uma campanha de arrecadação de roupas para a montagem de figurino do elenco. A vestimenta foi montada em parceria com o eixo de indumentária do curso de Belas Artes da Universidade (@indumentariaufrrj), através do curso de extensão Figurino na Prática. Sob coordenação das professoras Débora Pires Teixeira e Luanda dos Santos Alves, as roupas arrecadadas foram reaproveitadas e customizadas.

 

Já a oficina de Arte e Movelaria em Bambu, do oficineiro Felipe Machado, colaborou na composição do cenário, com um sofá de bambu produzido ao longo das aulas.

 

Foto por Isabella Barreto

 

“A galera sofre no final de período e não custa nada a gente entregar pelo menos uma diversão para eles”, brincou a graduanda do quarto período da Rural. “É bom a gente entregar um conteúdo legal para eles também pensarem: ‘Aqui na Rural tem um lugar onde eu posso distrair minha cabeça. Sei que vai ter arte e coisa de qualidade para eu rir, chorar, aplaudir e gritar’”.

 

Com entrada franca, a programação incluiu também a exibição do filme japonês Suzume, do diretor Makoto Shinkai, na telona do Gustavão feita pela equipe do Cinecasulo (@cinecasuloufrrj). Todo o esforço conjunto fez com que o trabalho fosse recebido com a lotação máxima do auditório da Universidade. 

 

A peça será, inclusive, reapresentada no início do próximo período acadêmico – no dia 31 de agosto, às 17h. “Tivemos um retorno muito positivo de pessoas falando que essa foi a primeira vez que assistiram uma peça. E muitas pedindo de novo! Então, estamos planejando fazer novamente entre o final de agosto e início de setembro”, contou a oficineira.

 

Texto: Lidiane Nóbrega, bolsista de Jornalismo da CCS/Proext