O auditório Paulo Freire, no Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS), recebeu apresentações de Psicologia no terceiro dia da RAIC e RAIDTec. A manhã contou com cinco exibições que reuniram diversos alunos do curso nesta quarta-feira (16) 

Estudantes de psicologia, avaliadores da sessão e professor orientador Bernardo Suprani (foto: Pedro Henrique)

Durante o primeiro bloco, o estudante de Psicologia, Patrick Shuan, iniciou as apresentações com o trabalho “Biopolítica, Capitalismo de Vigilância e a reconfiguração das subjetividades na era das plataformas digitais: sobre IAs generativas de substituição de relações humanas”. A pesquisa tem o propósito de aprofundar os debates sobre as experiências no mundo real e analisar as mudanças das conexões humanas para as relações com as Inteligências Artificiais. Para o aluno, os seres humanos deixaram de ser tratados com sentimentalismo e passaram a ser objetos comerciais para grandes empresas de IAs.

Patrick Shuan, 9º período de Psicologia (foto: Pedro Henrique)

Na apresentação de “Subjetividade, mediação algorítmica e reconfiguração da relações humanas: um estudo exploratório sobre IAs conversacionais em práticas de mentoria e acolhimento”, o estudante de Psicologia, Miguel Tavares, abordou como as Inteligências Artificiais ultrapassaram a produtividade e alcançaram a elaboração de questões pessoais: “A Inteligência Artificial não é nem inteligente e nem artificial, ela é só uma colcha de retalhos da inteligência dos humanos”, declarou. 

Foto 2 – Miguel Tavares, 9º período de Psicologia (foto: Pedro Henrique)

Já no segundo bloco, a temática abordada foi a análise das práticas psicossociais frente à violência social e o desaparecimento forçado na América Latina. A discussão falou do descaso com as buscas, e a falta de cuidado e acolhimento com as famílias das vítimas. “Toda vez que a gente pode debater o tema de violência com pessoas periféricas, é uma oportunidade da gente trazer isso para uma cena, que infelizmente, sofre um apagamento histórico”, contou a psicóloga Maria Luiza Guimarães sobre a importância da sua pesquisa, intitulada “As práticas de cuidado e resistência: uma análise das práticas psicossociais frente à violência de Estado no Brasil”.

Maria Luiza Guimarães, psicóloga formada pela UFRRJ (foto: Pedro Henrique)

A programação completa da XIII RAIC e da VII RAIDTec pode ser consultada no site e no perfil oficial do evento no Instagram @raic.ufrrj.raidtec

Texto: Ágatha de Souza, Júlia Assis e Pedro Henrique, estudantes de Jornalismo. 

Fotos: Pedro Henrique, estudante de Jornalismo. 

Orientação: Sandra Garcia, professora do Departamento de Comunicação e Mídias.

Edição: Alan Sena, estudante de Jornalismo e monitor da disciplina Oficina de Cobertura Jornalística I. 

Publicação: Laís Veiga, bolsista de Jornalismo da PROPPGI, sob supervisão da Coordenadoria de Comunicação Social (CCS/UFRRJ).