As consequências das mudanças climáticas para a saúde mental de crianças e adolescentes têm se tornado um tema cada vez mais relevante nas pesquisas científicas e nos debates sobre proteção integral da infância. Essa discussão ganhou destaque em matéria publicada pela Childhood Brasil, que contou com a participação da doutoranda Amanda Dantas, que faz parte do Laboratório de Estudos e Pesquisas sobre Vulnerabilidades, Infâncias e Crianças (Levica) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

A reportagem aborda como eventos climáticos extremos, como enchentes, secas, queimadas e ondas de calor, impactam a vida de crianças e adolescentes e produzem efeitos que vão além dos danos materiais. Durante a entrevista, Amanda destaca que a perda de moradias, a interrupção das atividades escolares, o deslocamento de famílias e a ruptura de vínculos comunitários podem gerar consequências duradouras para o bem-estar emocional e para o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes. Sentimentos de medo, insegurança, ansiedade, tristeza e incerteza em relação ao futuro estão entre as consequências emocionais cada vez mais observadas nesse contexto.

A participação da pesquisadora reforça uma das frentes de investigação desenvolvidas pelo Levica, que busca compreender como diferentes formas de vulnerabilidade afetam as infâncias e adolescências contemporâneas. Ao reunir estudos sobre direitos da criança, proteção social, desenvolvimento humano e contextos de risco, o Laboratório contribui para ampliar a compreensão dos desafios impostos pelas transformações sociais, ambientais e climáticas.

O debate reforça a importância de ampliar pesquisas que conectem infância, vulnerabilidades e mudanças climáticas, temática que vem ganhando relevância no cenário científico internacional. Instituições como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alertam que milhões de crianças já vivem expostas a múltiplos riscos climáticos, o que torna urgente a construção de políticas públicas que garantam seus direitos e sua proteção integral.

Nesse cenário, pesquisas desenvolvidas por integrantes do Levica têm contribuído para fortalecer o debate sobre a necessidade de incluir a saúde mental infantil nas estratégias de enfrentamento e adaptação às mudanças climáticas. A produção de conhecimento científico nessa área é fundamental para subsidiar políticas públicas, ações de proteção e iniciativas voltadas à promoção do bem-estar de crianças e adolescentes.

Leia a matéria na íntegrahttps://www.childhood.org.br/mudancas-climaticas-e-suas-consequencias-emocionais-em-criancas-e-adolescentes/

Para saber mais sobre o Levica/UFRRJ , acesse: https://laboratorios.ufrrj.br/levicaufrrj/