A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), com o objetivo de manter a conservação ambiental, paisagística e histórica, considerando a necessidade da gestão responsável de seus espaços, está realizando a limpeza, a remoção de vegetação invasora e implantando um novo sistema de abastecimento do Lago Mirim (próximo ao ICBS) e Lago Açu (próximo ao IA). O
referido serviço está sendo executado pela “Empresa de Consultoria Agrícola e Ambiental” (ECOABA).

Ressalta-se que os lagos em questão são artificiais e demandam manejo e recuperação para que não avancem para um processo de degradação ambiental, paisagística e histórica da UFRRJ. Os problemas com invasoras, já ocorreram há década atrás, onde o Lago Açu ficou totalmente assoreado em função da presença sem controle de gigogas, onde em alguns locais, podia-se encontrar o princípio da formação de horizontes orgânicos, com possível surgimento de um de um Organossolo formado em condições de hidromorfismo.

Área e prédios da UFRRJ tombados

Esse processo aconteceu em um período relativamente curto, não maior que 10 anos. O custo de recuperação foi elevado tanto em tempo como em recursos financeiros. À época, esse processo foi conduzido pelo professor Aldo (aposentado do IA), que entregou o mesmo totalmente recuperado em julho de 2007 (veja abaixo mais informações no “RURAL SEMANAL” da época – ano 2007), e que se manteve funcional em seus aspectos paisagísticos, históricos e ecológicos até então.

É importante informar, que em sua origem, ambos os lagos eram abastecidos por água bombeada do Rio Guandu, que ficou inoperante às décadas atrás e deste então, até o momento de terceirização do fornecimento de água no estado do RJ, acredita-se que ambos se mantinham por meio das águas das chuvas e vazamentos do antigo sistema de distribuição de água potável, que
foi totalmente substituído pela Rio+.

O Lago Mirim, em particular desde 2024, quando da substituição da tubulação antiga da CEDAE e da redução drástica da precipitação normal para região, teve seu nível sendo reduzido até meados de novembro, havendo a formação de “novas ilhas” em seu leito, inclusive. No Lago Mirim, onde já em 2022 havia o surgimento de invasoras (predominantemente taboa (Typha spp); para conhecimento, de forma breve e lúdica, qualquer espécie viva que não esteja em harmonia com o local que está se desenvolvendo e que cause alguma forma de desequilíbrio no referido ecossistema, pode ser considerada uma invasora), que se intensificou nos anos de 2024 e 2025, com a também redução da lâmina de água (ver imagens comparando o Lago Mirim em 2021 e 2025).

Nesse cenário, o Lago Mirim, não cumpriria mais com seu objetivo inicial paisagístico, e que durante anos se constituiu também um ecossistema próprio e funcional, e que atualmente também tem função histórica, não conseguiria manter a atual fauna visitante hoje observada, que possui caráter possivelmente temporário e depende exclusivamente das condições de degradação atualmente vigentes.

Para os que amam a UFRRJ, ambos os lagos, tem um valor inestimado. São efetivamente, entre outros, cartões de visita de nossa Universidade, além de que, legalmente, os lagos integram com o paisagismo histórico da Universidade, e no conjunto, são reconhecidamente de alto valor cultural e patrimonial brasileiro. Além disso, tecnicamente, trata-se de uma área reduzida, o que
limita sua capacidade de sustentar, por si só, um sistema ecológico plenamente efetivo e estável sem ações contínuas de manejo e conservação.

Dessa forma, entende-se que a iniciativa contribui para a recuperação ambiental, paisagística e patrimonial, e em parte, para proteção da fauna local e a preservação do patrimônio paisagístico e histórico da UFRRJ, reafirmando o compromisso da Universidade com a sustentabilidade, a conservação ambiental e a gestão responsável de seus espaços.


Um relatório diário das atividades, bem com ações com vistas a minimização dos impactos na fauna eventualmente presente, está sendo construído diariamente e um link para uma versão draft será disponibilizada no próximo comunicado.


Ainda, se faz necessário informar que a coordenação do serviço está com o professor Zonta, diretor do Instituto de Agronomia, para onde eventuais questionamentos podem ser encaminhados via memorando, que será respondido e disponibilizado em um link público, juntamente com a versão em vigência (draft) do relatório.

Everaldo Zonta
Diretor do Instituto de Agronomia