Evento reúne estudantes em debates que atravessam gênero, literatura antiga e tradição intelectual árabe e judaica

Alunos de Filosofia apresentam pesquisas contemporâneas com influência do passado na RAIC 2025. Foto: Rafaele Sant’anna

A Sala Marielle Franco, no Instituto de Educação, recebeu nesta quinta-feira (13) estudantes de Filosofia que apresentaram projetos e pesquisas durante a 12ª Reunião Anual de Iniciação Científica. O evento reuniu professores, estudantes e avaliadores em discussões que contemplaram diferentes temas da área.

A discente do curso de Filosofia, Jennifer Monteiro da Silva Farias, apresentou a pesquisa Escrever-se para Existir: Epigramas e Autoinscrição do Universo Feminino de Nóssis na Antiguidade. Ela destacou que o estudo busca interpretar os poemas de Nóssis à luz do contexto helenístico em que foram produzidos, considerando ainda o fato de a autora ser uma mulher em um período historicamente marcado pela predominância masculina. Segundo Jennifer, essa perspectiva a levou a investigar o papel da mulher naquele contexto histórico.

Jennifer Monteiro da Silva Farias apresentando a pesquisa “Escrever-se para Existir: Epigramas e Autoinscrição do Universo Feminino de Nóssis na Antiguidade”. Foto: Rafaelle de Sant’anna

O aluno de Filosofia, Ayrton de Lima Coelho, discutiu a pesquisa O papel do conhecimento antecipado no julgamento: Eurípides em Tesmoforiantes de Aristófanes. O discente explicou que a obra analisada é uma comédia menos voltada à política direta. “Essa trama é muito importante para mim, justamente porque o protagonista tenta fugir da acusação das mulheres, mas a peça evidencia que todos, homens ou mulheres, podem ser alvo desse tipo de julgamento moral. Pensar que isso pode ser algo pessoal, expresso nesses diálogos, é algo pouco discutido nas fontes de filosofia política”, afirmou.

Ayrton de Lima Coelho apresentando “O papel do conhecimento antecipado no julgamento: Eurípides em Tesmoforiantes de Aristófanes”. Foto: Rafaelle de Sant’anna

Já a discente de Filosofia, Suellen Camilo Silva dos Santos, apresentou o estudo A influência da filosofia aristotélica da linguagem sobre o pensamento árabo-judaico. Suellen explicou que o sistema lógico da filosofia de Aristóteles permitiu que pensadores árabes e judaicos interpretassem a Torá e o Alcorão de maneira menos centrada no misticismo. Além disso, ela ressaltou que buscou explorar “a questão da palavra como expressão do pensamento, que por sua vez expressa uma realidade”.

Suellen Camilo Silva dos Santos apresentando o estudo “A influência da filosofia aristotélica da linguagem sobre o pensamento árabo-judaico”. Foto: Rafaelle de Sant’anna

Texto: Yasmim Gullo e Pabro Abreu, estudantes de Jornalismo

Fotos: Rafaelle de Sant’anna, estudante de Jornalismo

Orientação: Sandra Garcia, professora do Departamento de Letras e Comunicação.

Publicação: Jonathan Monteiro, jornalista e bolsista de Jornalismo da PROPPG/CCS.